Escolhas corretas –verdadeira proteção

Por Rebecca Odegaard

Rebecca Odegaard é Praticista e Professora de Ciência Cristã, e mora Boston, Massachusetts, EUA.

 

Quando era estudante universitária, passei um verão desfrutando do “emprego dos sonhos”, ao trabalhar em um hotel em uma ilha ao largo da orla da costa da Nova Inglaterra. Essa área do país não me era familiar e eu estava, pela primeira vez, por conta própria. Naquele verão, tive a oportunidade de comprovar como nossos pensamentos provenientes de Deus garantem nossa segurança, onde quer que estejamos.

Uma noite, saí com um rapaz que considerava muito gentil. Na festa em que me levou, havia bebida, como de costume, o que não me incomodou, pois não era a primeira vez que me ofereciam bebidas alcoó-licas; já havia acontecido antes na faculdade. Eu não bebia, portanto, recusei. Mas, quando começaram a oferecer drogas, senti-me incomodada e pedi para meu amigo me levar para casa. Ele se aborreceu e se tornou agressivo, o que me assustou. Era como se sua natureza, normalmente amável, tivesse sido apagada. Meu medo aumentou,

quando perguntei a algumas pessoas se elas me levariam de volta para a cidade e se recusaram. Sentindo-me confusa, saí para a varanda perto das dunas e comecei a orar. Sempre quando enfrentava dificuldades, constatava que Deus infalivelmente provia respostas sob a forma de ajuda real, prática e confiável.

Exatamente ali, as palavras de uma história bíblica me vieram à mente de maneira súbita, como um relâmpago de verão: “E [ele] saiu, fugindo para fora”. Isso ocorreu quando a mulher de Potifar tentou seduzir José, que se recusou a ceder às suas investidas e conseguiu fugir (ver Gênesis 39:12). Senti que essa história era a minha resposta, portanto, dirigi-me para a estrada e comecei a caminhar os mais de 16 quilômetros de volta para o hotel.

Não sabia ao certo onde ficava a cidade, mas segui o cintilar das luzes através do nevoeiro.

Naquela noite, minha caminhada se transformou na metáfora de caminhar com Deus, confiando minha segurança e proteção a Ele.

Não havia percebido, até então, que tomar uma posição pela pureza da minha identidade espiritual seria tão literal! Contudo, senti a doce certeza da presença de Deus comigo quando cheguei, horas mais tarde, ao hotel onde trabalhava. O gerente do turno da noite me

deixou entrar. Cansada e em condi-ções deploráveis, debulhei-me em lágrimas e caí em seus braços como cairia nos braços de um tio carinhoso. Mas ele não se comportou em nada como um tio carinhoso, e tentou se aproveitar da situação e tentou me tocar. Desvencilhei-me rapidamente dele e fui para o meu quarto, exausta com as terríveis provações da noite. Àquela altura, já era quase de manhã, mas decidi passar mais algum tempo orando antes de ir para a cama, negando mentalmente tudo pelo qual havia passado, e declarando que a natureza espiritual dos homens e das mulheres, como ideias de Deus, é pura e inocente. Orei para ver

que a amabilidade e a bondade que todos os rapazes possuem não podem se deteriorar ou se desintegrar, mas que são permanentemente inspiradas e preservadas  por Deus. Afirmei que todas as garotas possuem força, sabedoria e clareza, que não podem ser escarnecidas ou denegridas.

Raciocinei que a criação de Deus, o homem, é boa, exatamente como Deus o é. Uma vez que todos nós somos definidos pela Mente divina, não precisamos ser vítimas da dominação ou da ingenuidade. 

Naquela hora antes do amanhecer, sustentei firmemente que a bondade é inata a todos os filhos de Deus. De manhã, estava renovada e surpreendentemente livre de ansiedade, até mesmo grata pelas lições que aprendera na noite anterior. Embora não tenha mais visto o rapaz com quem saíra, o gerente do hotel me pediu desculpas no dia seguinte. Mais tarde, fiquei sabendo que foi uma decisão acertada sair daquela festa. Logo depois de eu ter partido, o local foi invadido pela polícia, e todas as pessoas foram detidas e passaram a noite no distrito policial. Por meio da oração, havia eliminado do pensamento a ideia de que eu poderia ser um alvo fácil e vulnerável. Desde essa ocasião, todos os rapazes com quem me relacionei me trataram com respeito e gentileza. Essa experiência me ajudou a perceber que Deus está sempre governando Seus filhos e filhas, e não os instintos mortais, tais como sensualidade, egoísmo e emoções exacerbadas.

Mary Baker Eddy expandiu esse fato espiritual em um artigo reimpresso no livro The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Vários Escritos]: “Não há porta pela qual o mal possa entrar, nem espaço que o mal possa ocupar na mente repleta de bondade”. Os bons pensamentos são uma armadura impenetrável; assim revestidos, estais completamente resguardados contra os ataques do erro de qualquer espécie. E não só vós estais protegidos, mas também todos aqueles sobre os quais repousam vossos pensamentos, são dessa  forma beneficiados” (p. 210).

Não existe nenhum cenário que nos seja desconhecido e no qual estejamos fora do alcance do Amor divino. O mal não pode nos manter afastados, porque Deus, o bem, é o único poder real e a única presença. Quando recorremos a esse poder e o compreendemos, a libertação de qualquer situação danosa está assegurada.

 

 

Fonte: http://www.arautocienciacrista.com/arauto/pdfs/port-teens-jun-09.pdf

Acesso em 20/02/2013

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Sobre cienciacristabrasil

A Ciência Cristã ou Christian Science foi descoberta por Mary Baker Eddy em 1866, nas proximidades de Boston, MA, EUA. Baseia-se na vida, palavras e obras de Jesus Cristo. Ela é um movimento religioso global. Está aberta a todos no livro: CIÊNCIA E SAÚDE COM A CHAVE DAS ESCRITURAS, de autoria de Eddy.
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