Oração persistente e sanadora

Crédito: Chris Jackson

Lynn Jackson

Margaret Thatcher certa vez perguntou: “É fácil ser um iniciador, mas você é persistente também”? Gosto dessa frase, pois ela me desperta para o fato de que tenho de ser perseverante, principalmente nas coisas que exigem persistência. Isso contribui para a formação de alguns “músculos espirituais” bons e fortes. Quanto mais exercitamos nosso pensamento, em espírito de oração, mais fortalecidos nos tornamos. As coisas que costumam ser difíceis tornam-se mais fáceis, os problemas que parecem gigantescos e assustadores, são enfrentados com mais confiança e poder espiritual. Isso requer persistência.

Um dos elementos mais importantes da persistência em se aprender e demonstrar a cura pela Ciência Cristã é compreender o termo magnetismo animal, ou aquilo que pretende ser o oposto de Deus, o bem, tentando agir em nossa vida. Suas influências sutis tentam nos enganar no sentido de acreditarmos que não somos capazes, que não sabemos o suficiente ou que o rumo que tomamos nunca nos levará à cura. É importante não cedermos mentalmente a essas falsas sugestões. Ao contrário, devemos nos rebelar contra elas, permanecendo com Deus, o único Princípio divino.

A oração, fundamentada na lei de Deus, é adequada para anular qualquer falsa crença. Nas ocasiões em que a persistência é necessária, é importante lembrar disso e persistir com firmeza.

Entretanto, por mais que se alegue que o tratamento pela Ciência Cristã não foi eficaz, precisamos rejeitar esses argumentos até que sejam completamente silenciados

Frequentemente, comparo a persistência com pintar uma casa. Às vezes, pintar requer numerosas camadas, antes que o trabalho fique pronto, mas cada camada contribui para o efeito final e não é em vão. Agora, suponhamos que uma pessoa contrate um bom pintor e observe de forma diligente o trabalho, a fim de certificar-se de que está bem feito. Então, surge alguém que atira ovos na pintura da casa e suja tudo.

Será que você se culparia, imaginando o que fez de errado? Será que se perguntaria o que eu não sei a respeito disso? O que está errado com a maneira como faço isso? Só sei que há algo que não estou entendendo! Isso não faria nenhum sentido. Não deveríamos, pelo contrário, ir atrás do atirador de ovos? Claro! Por que? Porque não há nenhum problema com a maneira como o trabalho foi feito. É o atirador de ovos que tenta evitar que nosso bom trabalho apareça.

É isso que o magnetismo animal, o atirador de ovos, faz. Suas sugestões de que não sabemos o suficiente para curar, de que Deus está ausente, e assim por diante, são uma forma de sugestão mental agressiva, ou má prática mental. Aceitar essa influência errônea nos impede de ver a perfeição da casa e faz com que nos concentremos somente nos defeitos. Faz com que o pensamento se afaste do bem e dos resultados da nossa oração científica.

Quando se trata da cura, a grande vantagem é que o atirador de ovos não é real, nem são reais as sugestões mentais agressivas, ou “os ovos”. Mas, por mais que se alegue que o tratamento pela Ciência Cristã não foi eficaz, precisamos rejeitar esses argumentos até que sejam completamente silenciados.

Colocar a Deus em primeiro lugar é o que traz a cura

Com a persistência que empregamos na oração, vencer é inevitável. Derrotamos a falsa crença que vem à consciência e a substituímos pela ideia correta derivada da Verdade, que resulta na cura. É natural que aprendamos muito ao longo do caminho, que cresçamos espiritualmente, mas não existe um “quebra-cabeça da salvação” a ser concluído antes de vir a cura. Colocar a Deus em primeiro lugar é o que traz a cura.

Podemos nos fortalecer sabendo que o tratamento pela Ciência Cristã tem o poder de Deus sustentando-o. Portanto, podemos nos manter firmes espiritualmente contra argumentos contrários, tais como: que a Ciência Cristã não pode curar, que não conseguimos aplicá-la corretamente, ou que ela possa ser invertida. O magnetismo animal talvez argumente a favor da demora na cura, da incurabilidade, da convalescença, da recaída, da reversão ou da inconclusividade, mas suas sugestões são falsas e nada têm a ver com Deus, a Mente divina.

Podemos destruir as falsas conclusões do magnetismo animal, substituindo suas mentiras com nossa compreensão de que Deus e o homem estão para sempre unidos. A melhor forma de alcançarmos esse objetivo é trabalharmos de cima para baixo, seguindo o exemplo de Cristo Jesus. Mary Baker Eddy descreve o método do Mestre quando escreveu: “Jesus não precisava de ciclos de tempo nem de pensamento para que fosse alcançado o merecimento à perfeição e suas possibilidades. Ele disse que o reino do céu está aqui, e está incluído na Mente; e que, enquanto dizeis: Ainda há quatro meses até a ceifa, eu digo: Olhai para cima e não para baixo, porque vossos campos já branquejam para a ceifa, e juntai a colheita por processos mentais, não materiais” (A Unidade do Bem, pp. 11–12).

Não se pode permitir que o magnetismo animal impeça a cura

Descobri que isso é verdadeiro em uma cura que nossa filha teve. Durante a visita ao dentista, radiografias mostraram que seus dois dentes inferiores frontais estavam deitados na base da sua gengiva, apontando um em direção ao outro. O prognóstico era de que seria necessária uma cirurgia para levantar esses dentes da posição horizontal para a posição vertical. Orei persistentemente com as ideias desse artigo dA Unidade do Bem. Tomei como base o Princípio divino, sabendo que ele governava todos os aspectos dessa experiência. Recusei-me a permitir que a imagem das radiografias se solidificasse em minha consciência. Ao contrário, volvia-me a Deus toda vez que pensava nos raios X e no prognóstico. Mas, não parei por aí.

Fortaleci-me também em minha compreensão espiritual e convicção de que Deus sempre cura e que é capaz de curar. Sabia que a matéria não tinha autorização para penetrar o ambiente mental de minhas orações, como também sabia que não se pode permitir que o magnetismo animal impeça a cura de nenhuma maneira. Logo os dois dentes romperam a gengiva e ocuparam o lugar correto.

Pode haver ocasiões em que achamos que não sabemos o suficiente para curar um caso ou que necessitamos aprender mais sobre o problema, antes que possa ser curado. Essas sugestões agressivas, que vêm ao nosso pensamento, não se originam em Deus, mas provêm da mente carnal ou mente mortal. Não estou dizendo que haja algo de errado em aprender mais sobre esta Ciência e em mergulhar profundamente em suas verdades. Longe disso! Entretanto, precisamos insistir no fato de que as verdades que estamos afirmando têm poder presente sobre o cenário humano e que podemos confiar nelas.

Trabalhar de cima para baixo significa começar com Deus e com Sua criação perfeita

Um erro específico, que talvez possa deter uma cura plena, rápida e completa, é orar partindo de baixo para cima, ao invés de partir de cima para baixo. Existe uma tendência, especialmente no mundo atual, voltado para a medicina, de se pensar em termos de processos. Orar de baixo para cima significa que somos tentados a olhar para o cenário material ou para o problema físico, a fim de determinar como vão indo nossas orações. Esse método de aprender ou tratar não é correto. Orar partindo de baixo para cima significa que nós necessariamente começamos com a matéria e suas queixas e, em seguida, tentamos transformá-la em algo espiritual.

Nesse ponto, gosto de pensar sobre esta frase da Sra. Eddy: “A matéria é algo erroneamente postulado. Esse erro na premissa leva a erros na conclusão em toda proposição em que entra” (Ciência e Saúde, p. 277). Claramente, seu método não inclui começar com a matéria ou permitir que ela entre em nossas premissas metafísicas. Orar partindo de cima para baixo significa começar com Deus, com Sua criação perfeita, o homem, e com seu relacionamento inseparável. Embora, em teoria, a maioria de nós concorde em que esse é o melhor e o único método bem sucedido, é surpreendente como muitas vezes nos pegamos pensando de maneira oposta!

Às vezes, é tentador pensar que temos de aprender, aprender e aprender antes que possamos alcançar nosso objetivo. Embora seja verdadeiro que o crescimento espiritual e o progresso nos capacitem a praticar com sucesso a cura pela Ciência Cristã, não é verdadeiro que necessariamente exija tempo. Ao contrário, a devoção do pensamento é necessária para a cura. Eddy escreveu: “A devoção do pensamento a um empreendimento digno torna possível esse empreendimento” (Ciência e Saúde, p. 199). Afinal, não se trata simplesmente de consertar o corpo físico. Trata-se de elevar o pensamento a Deus, tornando-nos conscientes de nosso relacionamento inseparável com Ele. Quando isso ocorre, é inevitável que a cura se realize, porque o físico sempre se submete ao espiritual.

Uma moral sadia nos coloca no caminho da mente espiritualizada

Eddy nos ensinou este método de aprender “de cima para baixo”, quando afirmou: “Para compreender a realidade e a ordem do ser na sua Ciência, tens de começar por considerar Deus como o Princípio divino de tudo o que realmente existe” (Ciência e Saúde, p. 275). Esse ponto de partida é a chave do seu método de ensino da Ciência Cristã. É importante notar que ele não inclui nenhum elemento da mente mortal ou matéria; pelo contrário, ele começa e termina com Deus, o Princípio divino, como sendo tudo o que há. Começando com esse ponto de partida, a matéria jamais entra na equação, mas é afetada pela lei do Princípio divino, que governa tudo, até mesmo o que chamaríamos de lei material.

À medida que adquirirmos mais compreensão espiritual, descobriremos que nossa sinceridade espiritual e nossa moral são mais importantes do que nosso intelecto. Eddy escreve: “Nenhuma proficiência intelectual é necessária ao que estuda esta Ciência, mas é sumamente desejável que sua moral seja sadia” (Ibidem, p. x). Uma moral sadia nos coloca no caminho da mente espiritualizada. A proficiência intelectual pode muitas vezes se constituir em um obstáculo no caminho da sinceridade. A letra e o espírito caminham lado a lado quando aprendemos e adquirimos espiritualidade, mas um sem o outro nos deixa estéreis e derrotados. Mediante nenhum outro método ou meio se alcança o sucesso, a não ser buscando a Deus em primeiro lugar. Tiago confirmou esse método, quando ensinou: “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros” (Tiago 4:8).

Ao nos chegarmos a Deus, isto é, ficarmos mais próximos a Ele, aprendemos sobre nosso relacionamento inseparável com Ele. Por conseguinte, isso significa que nada está, nunca esteve e jamais estará entre nós e Deus, o Princípio divino. Nenhuma falsa crença, nenhuma assim chamada lei material, nenhuma suposta presença ou poder, nenhuma teoria médica pode nos separar do amor, da presença e do poder de Deus. Ele sempre mantém Sua criação sadia, intacta, perfeita e está capacitado a fazê-lo, e todos nós somos essa criação. Quando buscamos a Deus, o Princípio divino, com todo nosso coração, com toda nossa alma e com toda nossa mente, encontramos a Deus, presente e mantenedor de tudo, governando tudo aquilo que nos concerne. Ao buscar a Deus em primeiro lugar, encontramos a cura.

Lynn é Praticista e Professora de Ciência Cristã em Lubbock, Texas, EUA.

 Fonte: http://www.arautocienciacrista.com/arauto/articles/0412d.jhtml
Acesso em 10/03/2013
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Sobre cienciacristabrasil

A Ciência Cristã ou Christian Science foi descoberta por Mary Baker Eddy em 1866, nas proximidades de Boston, MA, EUA. Baseia-se na vida, palavras e obras de Jesus Cristo. Ela é um movimento religioso global. Está aberta a todos no livro: CIÊNCIA E SAÚDE COM A CHAVE DAS ESCRITURAS, de autoria de Eddy.
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