Inquietação com a saúde: Ajuda para os saudáveis-apreensivos

Por Russ Gerber

DO Arauto da Ciência Cristã – 15 de abril de 2013

Artigo publicado originalmente na edição de 29 de outubro de 2012 do Christian Science Sentinel.

Os sites da Internet e salas de bate-papo on-line estão repletos de pessoas que se recusam desesperadamente a acreditar que estejam bem de saúde, muito embora algum médico tenha lhes fornecido um atestado de boa saúde. Há o Jimmy, por exemplo, que confessou: “Não existe nenhum motivo para que eu tenha uma determinada doença, mas, contra toda e qualquer razão ou lógica, sinto-me como se a tivesse”.

Ele foi informado sobre a síndrome da ansiedade com relação à saúde (também chamada de hipocondria), mas seu atestado médico de boa saúde não ajudou. Jimmy ainda está assombrado por possibilidades funestas do tipo “e se”, e também por ataques de pânico. Ele finaliza assim seus comentários: “Não tenho nenhum sintoma ou fator de risco, apenas um medo que não consigo entender nem controlar”.

Ele não é o único. Existem milhões de pessoas que são inundadas por informações alarmantes sobre saúde, como anúncios e programas que falam sobre sinais de perigo a serem observados e razões pelas quais as pessoas estão em risco, o que faz com que entrem em pânico. As pessoas aparentemente sentem-se em perigo há séculos. Lembrem-se de Jó, que, nos tempos bíblicos, disse: “Aquilo que temo me sobrevém” (3:25).

Algumas pessoas balançam a cabeça, incrédulas, diante da ideia de que os saudáveis-apreensivos sintam tamanha agonia, por se preocupar com doenças imaginárias. Mas, para as pessoas que sentem essa agonia, isso é mais do que uma simples imaginação. Há graves preocupações a serem tratadas e sérias perguntas a serem respondidas. Poderiam essas crenças enraizadas se transformar? Como a pessoa pode passar da preocupação com a doença para a aceitação da saúde e do bem-estar?

Melhor proteção ajuda. Todos podemos exercer com mais constância nossa autoridade como protetores daquilo que assimilamos e em que acreditamos. Não importa o quão convincentes ou assustadores os pensamentos possam parecer, o fato é que eles são pensamentos, o que significa que estão sujeitos à nossa concordância ou rejeição.

O ponto central sobre a ansiedade com relação à saúde é que esses pensamentos agonizantes não são fatos sólidos. O ponto é que eles realmente não o são. Há muita diferença entre nutrirmos um senso de normalidade sobre nós mesmos e ficarmos completamente mesmerizados pelo medo e por uma sensibilidade desnatural com relação ao corpo e a sintomas em potencial.

Infelizmente, muito daquilo que alimenta tais temores provém da propaganda e de informações bem produzidas e agressivamente divulgadas sobre saúde, e que contribuem muito para alimentar mais ainda pensamentos assustadores e nos impelem a integrá-los cada vez mais à nossa vida.

A sanadora cristã, Mary Baker Eddy, percebeu o impacto que a mídia pode, inadvertidamente, ter sobre o pensamento e a saúde do público, até mesmo em uma época anterior à pré-mídia social e à pré-radiodifusão, na qual ela escreveu isto: “A imprensa propaga inconscientemente muita tristeza e doença entre a família humana. Fá-lo dando nome às doenças e publicando longas descrições que refletem nitidamente, no pensamento, imagens de doenças” (Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, pp. 196-197).

A Sra. Eddy também descobriu a resposta certa para esse mal. Não para ser complacente para com ele, mas para tomar uma firme posição em prol da liberdade individual. Temos o direito de determinar a qualidade e a quantidade dos pensamentos que ocupam nossa consciência, na qualidade de árbitros que somos daquilo que amamos, daquilo em que nos concentramos, daquilo sobre o qual ruminamos, e daquilo a que nos submetemos ou que rejeitamos completamente.

Ao invés de vasculhar a Internet à procura de tudo o que há para saber sobre sofrimentos e sintomas potenciais, e de se deixar seduzir por perigosos cenários hipotéticos e expectativas assustadoras, é muito mais inteligente e saudável reverter esse curso de ação. Exatamente agora pode haver uma transformação nos padrões de pensamento e comportamento.

Como? Existe uma variedade de estudos e incontáveis experiências pessoais (documentadas neste site, por exemplo) que confirmam o efeito saudável que nos advém quando nossos pensamentos são predominantemente de espiritualidade, desprendimento, altruísmo e compaixão.

Penso que essa atmosfera espiritual mais amorosa é o que o escritor do Novo Testamento tinha em mente quando recomendou aos Colossenses um foco de atenção mais elevado: “Pensai nas coisas lá do alto”, ele lhes disse, “não nas que são aqui da terra” (3:2).

Que maneira poderosa e imediata de responder a pensamentos paralisados pelo medo! O amor que provém de Deus é pacífico, fortalecedor e confiável, e, juntamente com a realidade espiritual que já está presente, atua contra o medo. Jamais estamos separados do amor de Deus, e nosso profundo desejo de compreender sua presença nos aproxima cada vez mais desse amor. Essa é uma mudança de pensamento da melhor qualidade.

Desejamos que as coisas mudem em muitos aspectos da vida e certamente isso é verdadeiro se estivermos assombrados pela ansiedade com relação à saúde. É bom saber que podemos mudar nossos padrões de pensamento. De uma maneira muito real e imediata, podemos resistir a pensamentos que alimentam o medo e, em vez disso, aceitar pensamentos que mostrem o papel poderoso que o amor de Deus desempenha em nossa experiência, a fim de que possamos ter uma vida saudável, sem medo, e mais plena.

Fonte: http://pt.herald.christianscience.com/portugues/somente-para-a-internet/2013/inquietacao-com-a-saude-ajuda-para-os-saudaveis-apreensivos

Acesso em: 21/04/2013

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Sobre cienciacristabrasil

A Ciência Cristã ou Christian Science foi descoberta por Mary Baker Eddy em 1866, nas proximidades de Boston, MA, EUA. Baseia-se na vida, palavras e obras de Jesus Cristo. Ela é um movimento religioso global. Está aberta a todos no livro: CIÊNCIA E SAÚDE COM A CHAVE DAS ESCRITURAS, de autoria de Eddy.
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