Sem autocondenação – Deus ama você!

Você já sentiu que não era bom o bastante para ir à igreja? Como se não merecesse estar ali? Ou, talvez, que não estava vivendo nos padrões do comportamento cristão da maneira que você achava que deveria?

 

Quando você se sente assim, ou acha que os outros o estão julgando, pode parecer mais fácil ficar em casa. Mas não é irônico que, às vezes, nos afastamos da igreja quando mais precisamos dela?

Isso aconteceu comigo alguns anos atrás. Estava lutando com uma série de problemas – alguns relacionamentos importantes estavam confusos, minhas finanças haviam tido uma queda brusca e eu tinha alguns desafios persistentes de saúde de que não conseguia me livrar. Eu rezava, mas estava tão oprimido que perdi o rumo e sentia-me como se não soubesse mais como rezar. O que eu estava fazendo não estava funcionando para mim.

Apesar de nunca ter deixado de acreditar em Deus, eu me sentia desconectado dEle. Eu ficava pensando o que tinha feito errado que fosse tão ruim que não conseguia ver meu caminho com clareza. Eu não me sentia confortável com a ideia de participar da igreja, enquanto as questões e decepções amargas tumultuavam minha mente.

Eu sabia que a igreja tinha a ver com a cura.

 

Ainda, no fundo do meu coração, eu sabia que a igreja tinha a ver com a cura. É uma comunidade de pessoas trabalhando para compreender melhor a Deus – não um grupo que já tenha tudo pronto. Então, parecia perfeito perguntar: Eu era diferente de qualquer um dos membros da igreja?

Uma coisa que me ajudou a superar esta distância foi que minha filha queria ir à Escola Dominical. Assim, íamos de vez em quando e eu assistia o serviço, enquanto ela estava na aula. Para minha surpresa, descobri que eu estava mais engajada do que esperava. Eu estava realmente ouvindo. Às vezes, eu me rebelava com algumas declarações porque elas entravam com conflito com a maneira que eu pensava a respeito da minha vida naquele momento. Porém, de alguma maneira, ainda era bom pensar nas ideias – talvez porque elas haviam sido, anteriormente, parte integral da minha criação e vida.

Gradualmente, comecei a sentir a presença do Cristo em minha vida – na igreja e fora dela. Comecei a perceber que não precisava viver a vida cristã perfeita para ter um relacionamento com Deus. E esse foi o primeiro passo para sentir-me próximo ao Deus Pai-Mãe novamente.

Deixei de lado a necessidade de ser humanamente perfeita.

 

Ao mesmo tempo, aprendi a ser mais paciente e misericordioso comigo e com os outros. Era fácil ser crítico quando as coisas iam bem e eu pensava que tinha todas as respostas. Porém, descobri que era agradável deixar de lado a necessidade de ser humanamente perfeita – e a necessidade de ser crítica, quando outras pessoas não atingiam meu padrão.

E, pouco a pouco, percebia que tudo não estava perdido, mesmo quando tudo ao meu redor estava tão bagunçado. Comecei a ser grata pelas coisas que estavam indo bem.  Em alguns dias, isso não era fácil, mas eu podia sempre encontrar algo bom com relação à minha vida, mesmo que fosse tão básico quanto “estou respirando.”

Esta gratidão abriu diretamente meu pensamento a Deus e vi que não estava sozinha; Deus tinha sempre estado comigo. Eu nunca tinha me sentido assim antes. De fato, eu pensava com frequência como Deus podia me abandonar quando eu era tão fiel a Ele. Contudo, pensar sobre os conceitos espirituais, apesar de nem sempre sentir-me confortável nesta época, mostrou-me que era apenas minha percepção de que Deus estava distante. Ele tinha estado bem ali, comigo.

Eu percebi que estava fazendo a pergunta errada – “Por que Você não está cuidando de min, Deus?” – e comecei a fazer a pergunta certa – “Como eu pude em algum momento estar separada do Espírito?” Essa mudança de perspectiva mudou tudo. Eu até mesmo consegui perceber que todas as minhas necessidades tinham sido satisfeitas durante este período problemático.

As crenças religiosas que eu tinha mantido durante toda a minha vida tornaram-se mais vivas e reais para mim do que nunca. É uma dádiva que eu não percebi chegando, mas que nunca devolveria.

Mary Baker Eddy, a Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, escreveu “Para os que se apoiam no infinito sustentador, o dia de hoje está repleto de bençãos.” [1]

 

Ela não escreveu “Para aqueles que entendem todas as coisas espirituais… “! Apoiar-se em Deus, voltar-se a Ele quando não nos sentimos “bons o bastante”, abre o caminho para experimentarmos aquelas bençãos.

 

Somos sempre merecedores do amor de Deus.

 

Deus, o melhor Pai-Mãe que existe, ama Seus filhos de maneira consistente. Deus conhece-nos espiritualmente, não como mortais lutando com corações turbulentos, mas como ideias espirituais, perfeitos em todas as formas. Somos sempre merecedores do Seu amor. E, quando nos abrimos para esse amor, ele transforma nossas vidas e nos alcança, mesmo quando estamos mais aflitos e fizemos algo do que nos arrependemos.

Quando eu estava na faculdade, tive uma infecção vaginal desconfortável da qual não conseguia livrar-me. Eu dormia com meu namorado e sentia que estava desapontando a Deus porque isso não era consistente com o que eu aprendera sobre castidade e moralidade nos meus estudos da Ciência Cristã.

Eu queria ser curada, mas não queria me livrar da afeição física que tinha com meu namorado. Devido a isso, eu não sentia que as verdades que eu lia na Bíblia e no livro Ciência e Saúde se aplicavam a mim. Certo dia, enquanto visitava um praticista da Ciência Cristã para encontrar uma solução, eu deixei escapar “Estou dormindo com meu namorado e já fiz o curso primário!”(Eu queria dizer que já tinha feito o curso de doze dias de cura espiritual, o que indicava meu comprometimento com a Ciência Cristã.)

 

Ao invés de me condenar, a praticista riu e disse, “Ohhhhh, pecado triplo!” Senti-me completamente abraçada pela risada e pelo amor que veio com ela. A praticista conversou sobre pureza não como algo a se alcançar, mas como uma qualidade espiritual que é parte de cada ideia espiritual – incluindo a mim.

Eu não me sentia mais separada de Deus.

 

Eu sentia o amor de Deus bem ali, naquele escritório e fui rapidamente curada da minha infecção. Eu não me sentia mais separada de Deus. E os sentimentos de inadequação não mais me distanciaram no estudo espiritual ou da igreja. Eu, finalmente, casei com meu namorado, mas, o mais importante, eu obtive uma compreensão mais firme da moralidade em geral e, progressivamente, tomei melhores decisões morais em todas as áreas da minha vida.

Os detalhes humanos nas vidas das pessoas que Cristo Jesus curou sugerem que, ao menos alguns, pareciam nada merecedores – Zaqueu, o coletor de impostos, é um exemplo; a mulher adúltera que Jesus salvou de ser apedrejada até a morte é outro. Porém, me parece que Jesus foi capaz de curar instantaneamente, porque ele não perdia tempo julgando os sinais externos, porém, concentrava-se imediatamente na identidade espiritual do respectivo indivíduo. O amor puro de Jesus pelos homens, mulheres e crianças que ele curou espelhou o amor que Deus sente por Seus filhos.

Obviamente, somos parte deste amor, também. São Paulo fez esta declaração na Bíblia: “Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.”[2]

 

Visões depreciativas de nós mesmos, ou dos outros, não nos afasta do bem que Deus está continuamente dando a cada um de nós.

Amy Richmond

 

Reimpresso da edição de 11 de abril de 2011 da revista Christian Science Sentinel.

Você também pode encontrar este artigo – e muitos, muitos outros, com uma grande variedade de tópicos – em http://www.spirituality.com (site e artigos em inglês).


[1]Ciência e Saúde: vii:1-2

[2]Romanos 8:38, 39

 

 

http://tmcyouth.com/blogs/no-need-for-self-condemnation%E2%80%94god-loves-you/

Tradução Leila Kommers.

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Sobre cienciacristabrasil

A Ciência Cristã ou Christian Science foi descoberta por Mary Baker Eddy em 1866, nas proximidades de Boston, MA, EUA. Baseia-se na vida, palavras e obras de Jesus Cristo. Ela é um movimento religioso global. Está aberta a todos no livro: CIÊNCIA E SAÚDE COM A CHAVE DAS ESCRITURAS, de autoria de Eddy.
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