Preparando o solo de nossas vidas

 

Curt Wahlberg | do The Christian Science Monitor | 02/09/2011

Este ano, minha mulher e eu começamos um jardim. Colhemos ótimas alfaces na primavera, assim como pepinos no verão – mas as cenouras nos desapontaram. Acho que o problema era o solo. Penso que isso mostrou como o solo era duro para as cenouras penetrarem e crescerem. Perguntei-me: “eu havia preparado bem o solo?”

Quando pensei nisso, ocorreu-me que o jardim trazia uma lição sobre as aspirações que eu mantinha para mim mesmo e para minha comunidade. Suspeito que todos compartilhamos algumas delas. Por exemplo, da mesma forma que eu queria o cultivo do jardim neste verão, eu gostaria de estabilidade financeira para minha família e para meu país. Gostaria que meus filhos fossem bem sucedidos em suas vidas. E espero ter uma carreira de constante progresso.

E, da mesma forma que eu precisava preparar o solo para os vegetais, não é importante que todos nós prepararemos o solo de nossas vidas para o crescimento que queremos ver?

Para ser honesto, eu estava apenas interessado em colher algumas cenouras. Eu não estava interessado em preparar o solo. No próximo ano, acho que não serei tão rápido em colocar as sementes no solo, não até que tenha realizado o trabalho preparatório necessário. Desta forma, fico me questionando se estou sendo paciente, atento e diligente o bastante nas preparações em minha vida que trarão os frutos do sucesso.Image

Jesus usou esta parábola para falar da relação entre o solo de nossas vidas e o fruto: “Um semeador saiu a semear a sua semente, e, quando semeava, caiu alguma junto do caminho e foi pisada, e as aves do céu a comeram. E outra caiu sobre pedra e, nascida, secou-se, pois que não tinha umidade. E outra caiu entre espinhos, e, crescendo com ela os espinhos, a sufocaram. E outra caiu em boa terra e, nascida, produziu fruto, cento por um. (Lucas 8:5-8).

A parábola sugere para mim que devemos considerar bastante esta questão do solo. Com relação a nossas vidas, Jesus indicou que isso tem a ver com coisas como ser “puro de coração” e “misericordioso” e “pacificador”. Cultivar estas qualidades traz os frutos e as bençãos que nossas vidas precisam. “Abençoados” seremos, ele disse.

Em um artigo para a Cosmopolitan Magazine em 1907, a Mary Baker Eddy direcionou o artigo desta maneira: “Caro leitor, o pensamento correto, o sentimento correto e a ação correta – honestidade, pureza, altruísmo – na juventude, levam ao sucesso, intelectualidade e felicidade na idade adulta. Começar com retidão, nos possibilita a terminar com retidão e, desta forma, aquele que alcança a Ciência da Vida, demonstra saúde, santidade e imortalidade” (The First Church, Scientist, and Miscellany, p.  274).

Então, e se, ao invés de pensarmos tanto sobre como terminar com retidão, promovendo sucesso e realização, pensarmos mais sobre como começarmos com retidão – em sermos puros de coração, misericordiosos, honestos e assim por diante?

Descobri que há algumas razões que poderiam me fazer hesitar em realizar esta mudança. Primeiro, há o problema de confiança de que um caminho espiritual de direcionar as coisas seja eficaz. “Mas, por favor!” digo a mim mesmo. “Você não percebeu como os atalhos não levam a um sucesso duradouro?” Percebi que nos empregos que já tive, o progresso sempre veio depois de começar com retidão, abordando as tarefas com ponderação e honestidade. Ganhei clareza sobre como ouvindo a Deus e expressando as qualidades divinas determinaram o degrau para futuras benção.

O segundo problema com o qual luto é que, preparar o solo de nossas vidas, como em um jardim, não é sempre o trabalho mais prazeroso. Você vai desenterrando a sujeira e colocando as coisas em ordem. Vai identificando e removendo o erro da impaciência, obstinação ou egoísmo no pensamento. Certamente, parece mais divertido receber o prêmio do que fazer por merecê-lo. Porém, descobri que através do esforço, há uma paz que faz toda a preparação valer a pena. Talvez, seja simplesmente o conhecimento de ter feito o que é certo. Então, quando os frutos chegam, eles são como o glacê da torta.

Saúde, estabilidade e produtividade são as as coisas certas para termos em nossa casa e em nosso mundo. E, nosso divino Criador determinou nossas vidas de modo que possamos realizar todas essas coisas.  Ao invés de ficarmos ansiosos sobre como as encontraremos, podemos verdadeiramente concentramo-nos na preparação do solo de nossas vidas. E, não devemos ficar surpresos se terminarmos com colheitas muito abundantes!

http://christianscience.com/articles-monitor/2011/09/02/preparing-the-soil-of-our-lives/

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Sobre cienciacristabrasil

A Ciência Cristã ou Christian Science foi descoberta por Mary Baker Eddy em 1866, nas proximidades de Boston, MA, EUA. Baseia-se na vida, palavras e obras de Jesus Cristo. Ela é um movimento religioso global. Está aberta a todos no livro: CIÊNCIA E SAÚDE COM A CHAVE DAS ESCRITURAS, de autoria de Eddy.
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