Deus responde às nossas orações pela transformação do pensamento.

Uma importante mudança de perspectiva  Mark Swinney

Deus, de fato, responde às orações. Mas, como?

Quando recorremos a Deus pedindo ajuda, encontramos a resposta à medida que nossos pensamentos mudam e se alinham à Sua bondade e inteligência. Então, a avaliação que fazemos a respeito das situações e perspectivas, passa a ficar sob a influência de Deus, que é o próprio Amor, ao invés de atolada no desespero ou na desolação. Essa transformação do pensamento cura. Nosso foco passa do medo para a busca e percepção da bondade e perfeição divinas.

O Apóstolo Paulo apresentou esta idéia em sua carta aos cristãos em Roma: “…transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:2). Uma transformação do pensamento (ou uma renovação da mente) pode provocar uma significativa mudança de perspectiva e de fato produzir cura física e emocional.

Pode-se perguntar: “O que é necessário para curar por meio da oração e fazer isso com confiança”? Em outras palavras: como sabemos se a nossa oração está mudando nosso pensamento de forma eficaz? Em uma carta a James Neal, um dos primeiros trabalhadores do movimento da Ciência Cristã, Mary Baker Eddy explicou como conseguir a oração transformadora que cura. Ela escreveu que o auxílio “…para alcançar esse fim é a espiritualização. Para consegui-la, você precisa ter um único Deus, uma única afeição, um único caminho, uma única Mente. A sociedade, a bajulação e a popularidade são tentações em sua busca pelo crescimento espiritual. Evite-as com todo o empenho de que for capaz. Ore diariamente, nunca deixe de orar, não importa com que insistência: ‘Não me deixes cair em tentação’, interpretado cientificamente significa: não permitas que eu perca de vista a pureza absoluta, os pensamentos limpos e puros; que todos os meus pensamentos e objetivos sejam elevados, altruístas, caridosos, mansos, espiritualizados. Com essa altitude de pensamento, sua mente perde materialidade e ganha espiritualidade, e esse é o estado mental que cura o doente.” (Yvonne C. Von Fettweis e Robert Warneck, Mary Baker Eddy: Christian Healer, pp. 170—171 [Mary Baker Eddy, Uma Vida Dedicada à Cura, pp. 185—186]).

Portanto, a espiritualização do pensamento é o principal objetivo. Há alguns anos, quando comecei a orar pela primeira vez, acreditava que a resposta de Deus a um problema apareceria como uma mudança em meu corpo ou nos acontecimentos em minha vida. Orava e, logo em seguida, dirigia meu olhar na direção daquilo que supunha minha oração deveria modificar, ou seja, meu corpo ou a minha situação. Foi então que comecei a perceber o efeito que a oração tinha sobre meus pensamentos e sentimentos a respeito de algo. Essa influência de Deus, a do bem, substituía a raiva pelo amor e o medo se transformava em confiança. Eu havia mudado simplesmente porque tivera algum vislumbre acerca da minha espiritualidade natural. Além disso, comecei a ver como esse ajuste no pensamento afetava todos os aspectos de minha vida, de uma forma positiva, inclusive com curas físicas.

Faz sentido que a oração funcione dessa forma, uma vez que Deus é tanto Mente como Espírito divinos, sem nenhuma partícula física. Por conseguinte, a ajuda que recebemos de Deus acontece, tanto mental como espiritualmente, de forma natural.

Coisas maravilhosas acontecem quando submetemos nossos objetivos e desejos ao plano infalível de Deus. Quando os pensamentos de uma pessoa refletem a Deus, eles não só afetam sua própria experiência, mas também a determinam, de um modo saudável. Cada vez mais se reconhece e se aceita o fato de que o aspecto mental da existência é realmente causativo, ou seja, que nossos pensamentos determinam nossa experiência, e não o contrário. É verdadeiramente maravilhoso ver como a mudança de pensamento, que resulta da bênção e do poder de Deus, está muito além daquilo que é produzido pela vontade humana e autodeterminação.

Portanto, aprendi que ao orarmos, temos de ficar atentos ao estado mental e não ao nosso corpo, ao ambiente de trabalho, ou à conta bancária. Nosso empenho em nos tornar mais inclinados à espiritualidade é algo empolgante. Observar nosso pensamento para ver se está mais terno, mais honesto e mais confiante naquilo que Deus sabe a nosso respeito é fortalecedor. A verdadeira perspectiva, a de Deus, revela que nosso propósito é brilhar como a expressão de Sua bondade. Amar a visão que Deus tem a nosso respeito é muito mais saudável do que ficar fascinado pela opinião e pela especulação de outras pessoas, incluindo o enfoque comum de hoje em dia a respeito da diminuição do vigor, da capacidade e das faculdades corpóreas.

Um bom exemplo de como tudo isso funciona aconteceu comigo, quando cursava o ensino médio. Certa tarde, meus amigos e eu estávamos em um amplo espaço gramado, jogando futebol americano. A certa altura, ao olhar para a bola em vez de para onde eu estava correndo, bati inadvertidamente minha mão contra um poste. Ela começou a inchar e, como não conseguia mais movê-la, fui para casa.

Já havia orado anteriormente para uma porção de coisas e foi natural para mim começar a fazê-lo imediatamente. Não mencionei nada aos meus pais, embora soubesse que eles estariam prontos para me ajudar, caso precisasse. No início, orava um pouco e, em seguida, olhava para a mão, para ver se o ferimento havia diminuído. Orei assim durante algumas horas, mas isso apenas me deixou frustrado e desanimado. Na verdade, parecia que fazer isso somente aumentava a dor e reforçava a aparência de ferimento.

Foi então que mudei minha abordagem. Em vez de olhar para o efeito da oração sobre minha mão, comecei a olhar para seu efeito em meus pensamentos. Tentei espiritualizar a visão que tinha sobre mim mesmo, permitindo que a bondade e a imutável solidez de Deus, da Verdade e do Amor, preenchessem meu pensamento. Cedi à eterna presença do Amor e, como resultado, senti minha identidade inteira completa e perfeita. Minha perspectiva mudara de maneira suave. Pude perceber que Deus e Sua criação jamais foram feridos e que, como Mente divina, Ele me conhecia somente como uma idéia espiritual inquebrantável. Que alívio! Agora eu sabia que as coisas melhorariam, porque meu pensamento sobre mim mesmo havia melhorado.

Decidi que, daí em diante, mediria o progresso apenas observando como os pensamentos sobre mim mesmo se transformavam da sensação de medo para um senso de confiança e paz, como resultado da minha recém-descoberta perspectiva acerca de Deus e da minha identidade como Sua idéia intacta.

Dentro de poucos dias, minha mão estava completamente boa, sem nenhum sinal de inchaço ou dor. .Voltei a jogar futebol americano com meus amigos. Freqüentemente, pondero os benefícios que resultaram da espiritualização de meu pensamento pela oração, naquele dia. Além disso, continuo a utilizar a estrada mental ao orar e a me volver exclusivamente a Deus.

O Apóstolo Paulo encorajou os primeiros cristãos a se inclinarem para o “… Espírito, para a vida e paz” (Romanos 8:6). Em outras palavras, a ficarmos cheios do amor e do poder de Deus; a admitirmos a presença tangível do Amor divino, exatamente onde estamos, a todo o momento; a reconhecermos que, uma vez que Deus nos criou, somos imortais, puros, totalmente bons.

A oração atendida se constitui de perspectivas e pensamentos que se ajustam por meio da pureza e da bondade de Deus. Esses ajustes muitas vezes ocorrem de forma silenciosa e suave, contudo, as mudanças que resultam deles podem abalar toda a terra. Por conseguinte, eis aqui algumas perguntas importantes que gosto de fazer a mim mesmo após orar:

  • Meu pensamento mudou, isto é, passou do medo para a confiança, da especulação para a compreensão espiritual, do ressentimento para a paz?
  • Sinto o amor de Deus presente comigo agora mesmo?
  • Sinto a bondade de Sua presença mais do que antes?

Aquela carta que Mary Baker Eddy escreveu a James Neal também poderia ter sido escrita a cada um de nós. Gosto muito da idéia de continuamente alcançar um nível mais elevado de pensamento, ao reconhecer os momentos em que tenho “um único Deus, uma única afeição, um único caminho, uma única Mente”.

Mark Swinney é Praticista e Professor de Ciência Cristã em Albuquerque, Novo México, EUA.

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Sobre cienciacristabrasil

A Ciência Cristã ou Christian Science foi descoberta por Mary Baker Eddy em 1866, nas proximidades de Boston, MA, EUA. Baseia-se na vida, palavras e obras de Jesus Cristo. Ela é um movimento religioso global. Está aberta a todos no livro: CIÊNCIA E SAÚDE COM A CHAVE DAS ESCRITURAS, de autoria de Eddy.
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