Amor — o melhor caminho

Ann L. Grauberger

Da edição de julho de 1995 dO Arauto da Ciência Cristã

 

Um Desafio Difícil pode transformar-se em maravilhosa recompensa, quando aprendemos a amar da maneira como Cristo Jesus nos ensinou. Esse amor pode começar a vencer até os mais difíceis problemas de comportamento e ajudar-nos a ver algo realmente digno de amor em pessoas difíceis de serem amadas. Cristo Jesus ensinou: “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem.” 1 Fez-nos ver que não é difícil amar os que se mostram amáveis e generosos conosco; o problema é amar aqueles que parecem estar fazendo coisas odiosas e até violentas. Não que amemos a violência ou o ódio, mas podemos aprender a ver o homem que Deus criou, amar esse homem e descobrir que um amor assim é um poder transformador.

Tive uma experiência que comprovou a sabedoria e o benefício contidos no conselho de Jesus. Eu mudara de escola no começo do ano letivo, tendo a meu cargo a terceira série do curso primário. Tratava-se de uma escola maravilhosa e comecei a trabalhar com muito interesse e entusiasmo. Quando as aulas começaram, porém, ficou evidente que não tínhamos alunos em número suficiente para justificar a quantidade de professores que havia no corpo docente. Como eu era a pessoa com menos tempo de serviço, coube-me ser removida. Apenas uma semana depois do início das aulas, passei a lecionar noutra escola. Não somente isso, mas também aconteceu de me darem uma classe da quinta série, ao invés da terceira. Eu nunca tinha lecionado na quinta série. A escola ficava numa comunidade inóspita. Eu estava ressentida com o sistema, com a diretora que me contratara sem que houvesse matrículas suficientes para justificar a contratação, ressentida com a diretora da escola para onde fora transferida, com os outros professores e até mesmo com os alunos.

Não demorou muito para eu ver que me haviam dado os alunos que pareciam ser os mais problemáticos. Esforcei-me em utilizar todas as estratégias aprendidas nas aulas de pedagogia, para solucionar problemas de comportamento, além de outras que eu mesma elaborei. Mas nada dava resultado. Ninguém parecia estar aprendendo muito, nem eu. Sabia que tinha de haver um meio mais eficaz de lidar com a situação.

Foi então que li um artigo na revista Christian Science Sentinel, sobre uma menina que teve de trocar a escola de que muito gostava por outra, em que os colegas a ridicularizavam e até maltratavam. Ela resolveu aprender a amar cada um dos colegas, apesar do que parecia estar acontecendo com ela. Decidi que era isso mesmo que eu também precisava fazer.

Compreendi que é importante resistir à tentação de não gostar, ou até de odiar pessoas, devido à sua raça ou posição social, ou mesmo devido ao seu comportamento. Devemos olhar além dessas coisas e ver o homem, a idéia que Deus criou, que expressa somente as qualidades dadas por Deus, o Amor divino. Então conseguimos ver a amável e amada idéia espiritual de Deus, o homem criado à Sua imagem.

A Ciência Cristã nos ensina não somente a olhar além do que os sentidos materiais nos mostram, mas também a apreender o sentido verdadeiro de qualquer situação, ou seja, a realidade espiritual. Essa realidade só pode refletir a bondade, a harmonia, a paz e a alegria que provêm de Deus. Nesse caso, o que aparentava ser uma classe cheia de problemas de disciplina não expressava a verdade da criação de Deus. O fato espiritual a respeito dessa situação só podia ser que Deus expressa sua bondade em toda a parte. Como Deus é onipotente, não podia existir outro poder oposto a Deus, manifestando-se como mortais rebeldes e desordeiros. Era, portanto, tarefa minha não só olhar além do testemunho dos sentidos materiais, mas também ter em mente a verdade espiritual, deixando que essa verdade substituísse o quadro falso.

Eu orava diariamente, estudando a Bíblia, junto com Ciência e Saúde, da Sra. Eddy, para ver mais claramente a verdade espiritual. Afirmava aquilo que sabia ser verdadeiro acerca daquelas crianças e mantinha o pensamento repleto de puro amor por elas. Para rebater as sugestões de desordem e desobediência, eu insistia em afirmar que a harmonia espiritual era a única qualidade que estava sendo expressa. Trabalhei para rejeitar com veemência toda a idéia de que o aparente tumulto fosse real ou verdadeiro. No começo, essa era minha oração constante, porque a situação parecia praticamente insuportável, todo o tempo.

Comecei a procurar alguma característica que eu pudesse amar em cada um dos alunos. Até nos mais difíceis, tentei encontrar algo digno de amor. Fiz isso diligentemente, até que comecei a me sentir mais à vontade e, certo dia, percebi que estava menos ressentida e sentia-me até mesmo feliz. Depois de algum tempo, comecei a gostar de muitas das crianças e a sentir laços de amizade com algumas delas. Descobri características de independência, coragem, individualidade e criatividade, que jaziam ocultas sob um comportamento rebelde e, muitas vezes, teimoso. Desenvolveu-se entre os alunos um senso de coesão e amizade, e eu conseguia dar as aulas.

Uma das melhores partes de toda a experiência foi a avaliação da diretora. Disse-me que, a seu ver, eu tinha feito com aquela classe um trabalho maravilhoso, e reconheceu que eu havia trabalhado com um grupo de alunos difíceis. Confessou que, a certa altura, duvidara que eu permanecesse no emprego. Também disse algo que me gratificou ainda mais: “Olhe, quando você chegou aqui, eu realmente não gostava daquela turma, mas agora gosto muito deles.” Esse foi o melhor testemunho do poder curativo daquele amor que Cristo Jesus nos ensinou.

Ciência e Saúde declara: “O ódio humano não tem mandato legítimo nem reino. O Amor está entronizado.” 2 Isso ficou provado nessa experiência. Amar como Cristo Jesus nos ensinou é apegar-nos à verdade de que a identidade do homem é a idéia de Deus. Quando fazemos isso, apesar de tudo o que possa sugerir o contrário, ocorrem bênçãos maravilhosas. Uma delas, bastante significativa, pode ser a de que aqueles que pareciam difíceis de amar, tornam-se dignos de amor.

1 Mateus 5:44.  2 Ciência e Saúde, p. 454.

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Sobre cienciacristabrasil

A Ciência Cristã ou Christian Science foi descoberta por Mary Baker Eddy em 1866, nas proximidades de Boston, MA, EUA. Baseia-se na vida, palavras e obras de Jesus Cristo. Ela é um movimento religioso global. Está aberta a todos no livro: CIÊNCIA E SAÚDE COM A CHAVE DAS ESCRITURAS, de autoria de Eddy.
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