Por que recorrer a Deus para obter a cura?

Lamar S. Smith

Da edição de setembro de 1991 dO Arauto da Ciência Cristã

 

Durante Uma Conversa séria sobre teologia cristã, disse-me uma amiga: “Concordo que Deus seja todo poderoso, mas como você pode acreditar que devemos eliminar o mal e a miséria do mundo, somente por meio da oração?” Suas palavras foram mais um desafio do que uma pergunta e levaram-me a pensar mais profundamente sobre o tema.

Comecei recorrendo à base da cura cristã, isto é, a Bíblia, que ensina que a vida de Jesus é o guia seguro para quem deseja curar — ou ser curado — pela oração e compreensão espiritual. É claro que muitos têm esse desejo. Indivíduos e religiões os mais diversos recorrem, cada vez mais, a Deus para obter a cura. Cultos de igrejas, conferências, retiros espirituais, grupos de oração e de estudos bíblicos que se dedicam a aprender como Jesus curava estão atraindo milhares de participantes.

É claro que os primeiros discípulos de Jesus consideravam a cura cristã uma parte essencial da missão do Mestre. Os doentes mentais, os enfermos, os paralíticos, os pecadores, assim como os coxos, os mudos, os cegos, os surdos e até mesmo os mortos — todos responderam ao poder de Deus, expresso pelo fundador do Cristianismo. Quando João Batista quis saber se Jesus era o Messias que tantos haviam esperado, Jesus citou suas curas, em vez de suas palavras, para provar que ele era realmente o Salvador.

Jesus foi enfático em não receber glorificação pessoal por conta das provas que dava da onipotência de Deus. Sempre deixava claro que o poder que exercia provinha de Deus, seu Pai, e não de si próprio.

O desejo de curar como Jesus o fazia não significa embarcar numa jornada incerta. Quando se preparava para sua crucificação, o Mestre assegurou-nos, nas palavras do livro de João: “Aquele que crê em mim, fará também as obras que eu faço, e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai.”

Jesus esperava que seus discípulos de então e seus seguidores de outras épocas ouvissem sua mensagem e partissem para o mundo pondo-a realmente em prática. No livro de Tiago lemos: “A fé, se não tiver obras, por si só está morta.”

É óbvio que compreender o poder de Deus e o significado da vida de Jesus exige verdadeira consagração e diligência. Ao confiar somente em Deus para obter a cura, os Cientistas Cristãos empenham-se em seguir o exemplo supremo de Jesus. O amor que têm por Deus não inclui o conceito de que Ele seja menos do que perfeito ou às vezes bom às vezes mau. Se isso fosse verdadeiro, Deus não seria Espírito infinito — infinitamente bom e sempre presente. Como Ele é supremo, qualquer coisa dessemelhante dEle, inclusive a doença e o pecado, opõe-se à realidade divina, sendo por isso fundamentalmente irreal, tal como Jesus provou todas as vezes que curava a doença e o pecado.

Levemos esse raciocínio adiante. A essência de quem somos — nossa verdadeira natureza, independente da aparência física — é necessariamente espiritual, uma vez que a Bíblia declara que o homem é a imagem e semelhança de Deus. À medida que o domínio do Espírito sobre todas as coisas é compreendido e demonstrado em nossa vida, tudo o que não for bom, harmonioso ou saudável pode ser vencido e sua impotência pode ser provada. O reconhecimento, proveniente da oração, da totalidade, bondade e poder de Deus, que envolvem a cada um de nós, é o que anula o mal e produz a cura.

Os Cientistas Cristãos têm comprovado inúmeros casos de cura espiritual eficaz. Na minha experiência, dores de estômago intensas, uma grave torção nas costas e cegueira causada por um produto químico cederam à cura espiritual. Esse último fato ocorreu quando um solvente de limpeza espirrou em meus olhos. A dor parecia insuportável e, por mais de um dia, não pude abrir os olhos. Pedi a um praticista da Ciência Cristã* que me ajudasse por meio da oração. Ele me fez lembrar que o poder de Deus esta sempre presente e ao alcance. Firme nessa linha de pensamento, durante uma conversa telefônica com o praticista, abri os olhos e fui curado.

Como Jesus sabia que o poder de Deus é suficiente em todas as circunstâncias, nunca sugeriu que a higiene ou qualquer medicamento fizessem parte da cura. Por que, então, há hoje em dia resistência à cura espiritual, à total confiança em Deus em questões de saúde? Em seu livro Ciência e Saúde com a chave das Escrituras, a Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, Mary Baker Eddy, assim o explica: “Os antigos cristãos eram sanadores. Por que se terá perdido esse elemento do cristianismo? Perdeu-se porque nossos sistemas de religião são mais ou menos governados pelos nossos sistemas de medicina.” Para muitos essa afirmação talvez pareça radical, mas precisa ser levada em consideração quando honestamente buscamos compreender a base da cura Cristã.

Conquanto os que optem pela cura espiritual possam confiar nessa decisão, isso não quer dizer que aqueles que optarem pela medicina devam ser criticados. As pessoas que procuram tratamento médico, merecem o melhor possível. E a pessoa que busca exclusivamente a Deus para obter a cura deve ter seu desejo respeitado da mesma forma.

Qualquer que seja o método escolhido, o espiritual ou o médico, os Cientistas Cristãos sabem que ambos não podem ser misturados. Um focaliza a relação espiritual do homem com um Deus onipotente e supremamente bondoso; o outro procura resultados no corpo e nas ações humanas.

Quer tenhamos sido testemunhas do poder de Deus para curar, quer não, podemos aceitar como verdade as seguintes palavras de Jesus do livro de Marcos: “Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome expelirão demônios;. .. se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados.”

Com certeza, não há falta aparente de oportunidades para demonstrarmos o que Jesus ensinou. Quer os problemas que enfrentamos sejam diferentes formas de doença, de pecado, pequenas tentações ou calamidades nacionais, quer sejam apenas um sentimento de vazio espiritual, a compreensão da onipotência e perfeição de Deus pode erradicar tudo isso de nossa vida. À medida que aceitamos as qualidades de Deus como reais e compreendemos como Ele criou cada um de nós à Sua semelhança, a evidência de algo dessemelhante ao divino começa a desaparecer. Como a natureza de Deus é Espírito infinito, podemos aceitar que a espiritualidade do homem, sua inteireza e bem-estar constituem a verdade acerca de cada um de nós.

A cura, em si, não é um objetivo. Pelo contrário, é uma forma de demonstrar o progresso espiritual. Ao nos esforçarmos por obedecer às instruções de Jesus e imitar suas obras, aproximamo-nos de Deus. Esse esforço envolve muito mais do que uma simples melhora no corpo. Numa mensagem À Igreja Mãe (Message to The Mother Church for 1900), a Sra. Eddy escreve: “Outrossim, dás prova de que a Ciência Cristã é a Ciência de Deus quando, à proporção que a aceitas, compreendes e praticas, te tornas melhor tanto física, quanto moral e espiritualmente.”

Não é essa uma boa razão para recorrer a Deus para obter a cura?

 


 

As pessoas espiritualizadas, conquanto estejam atentas ao lado negro da vida, recusam-se a tolerar o intolerável. Em poucas palavras, acreditam que na terra estamos para torná-la um lugar melhor.

É pena que Descartes não tenha escrito “Amo, ergo sum” — “amo, por isso existo”. Pois, em última análise, existimos na proporção de nossa capacidade de amar. Nossa estatura é medida pelo amor. No mundo não existe volume menor que o de uma pessoa toda envolta em si mesma. Podemos negar, sufocar o amor, contudo ele ainda vive, no coração de cada um de nós, embora as vicissitudes muitas vezes lutem contra o seu ardor contínuo.

WILLIAM SLOANE COFFIN

Reimpresso com permissão do autor

* Christian Science (kris’tiann sai’ennss)

– See more at: http://pt.herald.christianscience.com/portugues/edicoes/1991/9/041-09/por-que-recorrer-a-deus-para-obter-a-cura#sthash.WaO3xYDR.dpuf

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Sobre cienciacristabrasil

A Ciência Cristã ou Christian Science foi descoberta por Mary Baker Eddy em 1866, nas proximidades de Boston, MA, EUA. Baseia-se na vida, palavras e obras de Jesus Cristo. Ela é um movimento religioso global. Está aberta a todos no livro: CIÊNCIA E SAÚDE COM A CHAVE DAS ESCRITURAS, de autoria de Eddy.
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