Sob as lentes da Mente divina

Ovidio Trentini – Panambi, RS, Brasil

DO Arauto da Ciência Cristã – 3 de junho de 2013

 

No Sermão do Monte, Cristo Jesus apresentou a essência de seus ensinamentos, ressaltando como os homens devem pensar e agir uns com os outros e, principalmente, a respeito de Deus. Entre muitos outros ensinamentos, deixou este: “Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mateus 5:48).

Mas, o que é a perfeição? Como é possível ser tão “perfeito” como o Pai? Geralmente pensamos na perfeição como uma condição do ser, sem defeito ou anomalia, e que possui o mais alto grau de excelência. Uma figura geométrica é perfeita quando não apresenta distorções; por exemplo, um quadrado, uma esfera, um triângulo equilátero. Há também a perfeição de elementos que não são físicos, tais como a beleza de uma paisagem ou a harmonia musical.

Enxergar a perfeição de Deus e do homem destrói o mal e a doença, sem esforço e com naturalidade, assim como a luz desfaz as trevas.

Com certeza, Jesus se referia à perfeição espiritual, não à perfeição física ou material, quando aconselhou as pessoas que o ouviam a serem perfeitas. Ao longo de seu Sermão, ele chamou a atenção deles para a importância de acalentar, em palavra e em ação, qualidades espirituais, como amor, paciência e perdão, e, assim, demonstrar que de fato refletiam a perfeição do Pai, que é Espírito. O Apóstolo Paulo, que após se converter ao Cristianismo se tornou um seguidor devoto de Jesus, aponta em sua epístola aos Gálatas: “…o fruto do espírito é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio…” (5:22, 23).

Essas qualidades têm sua origem em Deus e manifestam o bem da criação de Deus, mencionado no primeiro capítulo de Gênesis, no qual está registrado que o Criador “…viu tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (1: 31). Essa declaração revela a Deus como a fonte de toda a perfeição, que inclui a ideia mais elevada de Sua criação, o homem, termo genérico para todos os homens, mulheres e crianças, os filhos e as filhas de Deus (verCiência e Saúde com a Chave das Escrituras, p. 503).

A obra de cura de Jesus refletia o fato de que ele enxergava apenas perfeição no homem, a imagem e semelhança espiritual de Deus. Mary Baker Eddy explicou esse raciocínio, desta forma: “Jesus via na Ciência o homem perfeito, que lhe aparecia ali mesmo onde o homem mortal e pecador aparece aos mortais” (Ciência e Saúde, p. 476). Por meio de sua percepção espiritual, o Mestre via o que os sentidos físicos não conseguiam perceber. Mais adiante em Ciência e Saúde, o livro-texto da Ciência Cristã, Eddy revela o lado prático de enxergar o homem sob essa perspectiva: “Nesse homem perfeito, o Salvador via a própria semelhança de Deus, e esse modo correto de ver o homem curava os doentes” (p. 477).

Jesus disse que nós também podemos curar enfermos e fazer as obras que ele fez, quando sabemos que a perfeição divina é o padrão de toda a humanidade. Se Deus nos vê como perfeitos, como também nossa família e nosso próximo, nós também somos capazes de vê-los sob essa luz.

Mas, como enxergamos a perfeição? Por meio dos olhos humanos ou da compreensão espiritual?

A visão material vê tanto a perfeição como a imperfeição. Mas, a visão espiritual, ou o discernimento espiritual, vê o que os olhos humanos não conseguem; vê apenas a perfeição espiritual, ou aquilo que Deus vê em nós. Foi com as lentes da Mente divina, não com as dos sentidos materiais, que Deus viu tudo o que havia criado e percebeu “que era muito bom”. Pela compreensão espiritual, não pelo intelecto humano, nós também podemos enxergar a perfeição sob as lentes da Mente e essa percepção traz cura.

Como enxergamos a perfeição? Por meio dos olhos humanos ou da compreensão espiritual?

Há alguns anos, passei por uma experiência que ilustrou isso para mim. Precisei erguer seguidamente um parente idoso que precisava de amparo, o que me deixou com muita dor na coluna. Enquanto orava para alcançar a cura reconhecendo a onipotência de Deus, a Mente que tudo sabe e tudo vê, veio-me ao pensamento que enxergar a perfeição de Deus e do homem destrói o mal e a doença, sem esforço e com naturalidade, assim como a luz desfaz as trevas. Ao orar dessa forma, naquele mesmo dia, sem que percebesse, estava sem dores, e elas não retornaram.

Para mim, essa foi uma prova forte de que o homem é, de fato, tão perfeito quanto o Pai, e de que nós temos a habilidade dada por Deus de ver essa perfeição em todos os lugares.

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Sobre cienciacristabrasil

A Ciência Cristã ou Christian Science foi descoberta por Mary Baker Eddy em 1866, nas proximidades de Boston, MA, EUA. Baseia-se na vida, palavras e obras de Jesus Cristo. Ela é um movimento religioso global. Está aberta a todos no livro: CIÊNCIA E SAÚDE COM A CHAVE DAS ESCRITURAS, de autoria de Eddy.
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