Natal sem estresse ou desarmonia

IRMELA WIGGER – HAMBURGO, ALEMANHA

Da edição de dezembro de 2012 dO Arauto da Ciência Cristã

ARAUTO-ON-LINE EM DINAMARQUÊS

 

Quando eu era criança, costumava cantar uma canção dinamarquesa popular traduzida para o português como: “O Natal está chegando agora e o Natal continua até a Páscoa…”. Hoje em dia, talvez pudéssemos acrescentar que o Natal começa logo depois da Páscoa, uma vez que, frequentemente, em meados de setembro, os primeiros biscoitos de Natal já são encontrados nas prateleiras dos supermercados. Manter uma atmosfera de Natal criada artificialmente durante três meses não é uma tarefa fácil. Isso certamente poderia explicar a razão pela qual muitas pessoas consideram o Natal como uma obrigação cansativa, ao invés de um acontecimento feliz. Onde está aquela atmosfera cheia da entusiasmo da jubilosa expectativa dos velhos Natais, com presentes caseiros, canções felizes e histórias maravilhosas lidas em voz alta à luz das velas que iluminavam a sala?

Jesus trouxe uma nova compreensão do amor que Deustem pela humanidade. Ele nos mostrou que somos os amados filhos de Deus.

Será que nos esquecemos do que o Natalrealmente significa?

O Natal comemora o evento mais feliz que aconteceu há mais de 2.000 anos. Feliz porque o nascimento de Jesus trouxe uma nova compreensão do amor que Deus tem pela humanidade. Ele nos mostrou que somos os amados filhos de Deus. Na Bíblia, esse fato está confirmado assim: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus” (1 João 3:1). Portanto, durante o Natal deveríamos mostrar nosso amor por todos os entes queridos ao nosso redor. Naturalmente, a expressão do nosso amor não deveria ser limitada à época natalina. Nem essa expressão de amor deveria ser do tipo que damos para sermos amados de volta, nem como o amor expresso pelo senso meramente humano que temos um do outro. Esses tipos de amor nunca mudam o mundo para melhor. O amor a que me refiro é o amor de Deus por nós, um amor puro e infinito que nos faz felizes, nos enche de paz e nos impele a fazer o bem aos outros.

Mary Baker Eddy, que descobriu a lei divina que está por trás das curas de Jesus, escreveu em um pequeno artigo intitulado “O que significa o Natal para mim”:

“Visto com os sentidos materiais, o Natal comemora o nascimento de um bebé humano, material, mortal, um bebé nascido em uma manjedoura, em meio aos rebanhos e manadas de uma vila da Judeia. Essa origem simples do menino Jesus está muito aquém de meu senso do eterno Cristo, a Verdade, que nunca nasceu e jamais morre. Eu celebro o Natal com minha alma, meu sentido espiritual, e assim comemoro a entrada, na compreensão humana, do Cristo concebido no Espírito, em Deus e não em uma mulher, como sendo o nascimento da Verdade, o alvorecer do Amor divino, irrompendo sobre as trevas da matéria e do mal, com a glória do ser infinito” (The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Vários Escritos], p. 262).

Como o amor de Deus não é algo atrelado a uma determinada época, podemos esperar seguir e viver esse amor e essa alegria o ano todo.

Quando eu era adolescente, vivenciei o que o Natal pode realmente significar. Em um determinado ano, a véspera do Natal caiu em uma quarta-feira, portanto, meu pai e eu decidimos assistir à jubilosa reunião de testemunhos, na qual as pessoas relatam suas curas. Ao voltarmos para casa, minha mãe havia acabado de assar o ganso, e ela me disse para derramar a gordura da assadeira em uma panela. Mas, ao invés de derramar a gordura fervente na panela, eu a derramei toda sobre mim. Minha mãe ficou muito assustada e tentou me ajudar. Mas, surpreendentemente, o acidente não me afetou de modo algum. Meu pensamento estava tão repleto com as ideias daquela reunião de testemunhos maravilhosa que eu havia assistido e dos testemunhos que ouvira sobre o poder de Deus para curar qualquer situação, que não senti nenhum medo ou dor. Meu pai começou a orar imediatamente, rejeitando o pensamento de que acidentes podem acontecer, porque estamos eternamente sob o cuidado sempre presente de Deus. Fui ao meu quarto para trocar de roupa e não havia o menor sinal de queimadura. Tivemos a véspera de Natal mais maravilhosa, porque sentimos que havíamos vivenciado a eterna presença do espírito sanador do Cristo.

Uma cantiga natalina dinamarquesa de autoria de B. S. Ingemann, diz: “A alegria é a convidada da terra hoje”. Vamos abrir nosso coração a essa alegria divina que traz gratidão e harmonia a nossos lares. Vamos nos esquecer do barulho, do egotismo e da correria da vida e nos lembrar que o nascimento de Jesus ilumina o caminho para toda a humanidade “com a pomba até a ceia de Natal”. Como o amor de Deus não é algo atrelado a uma determinada época, podemos esperar seguir e viver esse amor e essa alegria o ano todo. É da nossa natureza vivê-lo sempre.

ARTIGO PUBLICADO ORIGINALMENTE NO ARAUTO-ON-LINE EM DINAMARQUÊS, EM DEZEMBRO DE 2011.

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Sobre cienciacristabrasil

A Ciência Cristã ou Christian Science foi descoberta por Mary Baker Eddy em 1866, nas proximidades de Boston, MA, EUA. Baseia-se na vida, palavras e obras de Jesus Cristo. Ela é um movimento religioso global. Está aberta a todos no livro: CIÊNCIA E SAÚDE COM A CHAVE DAS ESCRITURAS, de autoria de Eddy.
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