Novas Oportunidades

RAYMOND JACKSON ALLEN

Da edição de março de 1974 dO Arauto da Ciência Cristã

Muitas pessoas vivem à sombra do arrependimento por erros passados e oportunidades perdidas. Talvez algumas tenham até aceito o ponto de vista expressado por um dos personagens de Shakespeare:

Os negócios humanos apresentam altas como as do mar: aproveitadas, levam-nos as correntes à fortuna; mas, uma vez perdidas, corre a viagem da vida entre baixios e perigos.1

A maioria das pessoas rejeita essa perspectiva sombria. Mas, será que todos nós já não tivemos alguma experiência com o problema das oportunidades perdidas — se não as grandes, ao menos as oportunidades diárias?

Muitas vezes as oportunidades são encaradas como estando fora de nós, como que aparecendo e desaparecendo a intervalos variados, e como sendo o resultado do acaso, em vez de ser a ação de uma lei fixa. Isso leva a uma perspectiva estóica, à aceitação de nossos desapontos com resignação ou com um mero gesto de indiferença.

Ora, talvez possamos fazer algo a respeito. Vejamos.

Para começar, podemos parar de perder tempo com arrependimentos vãos. Podemos trabalhar a partir da base de que o único mérito em rever o passado consiste em aproveitar as lições que ele ensina. Essas podem ajudar-nos a estar mais alerta a oportunidades futuras, e mais aptos, sábios e firmes em nossas ações a elas relacionadas.

A sr.a Eddy nos dá esta reconfortante segurança e prudente conselho: “O Ser incansável, paciente com a procrastinação do homem, propicia-lhe, a cada hora, novas oportunidades; mas se a Ciência faz uma exigência mais espiritual, exortando o homem a elevarse mais, talvez ele se torne impaciente, ou duvide que seja viável cumprir com o que lhe é pedido.” 2

Poderíamos perguntar-nos: “Novas oportunidades para fazer o quê?” Se estamos pensando em novas oportunidades para adquirir mais bens materiais, para engrandecer-nos, para ser mais populares, para tornar-nos mais seguros e bem acomodados na matéria, para promover interesses egoístas e coisas parecidas, não serão providas pelo “Ser incansável”. Mas se estamos procurando oportunidades de prestar serviços desinteressados, de abençoar a outros com atos de bondade, de curar a nós e a outros, de usar os talentos construtivamente — se estamos procurando oportunidades de crescimento espiritual e de expressar em medida crescente a natureza divina — então tais oportunidades serão constantemente providas por nosso Pai celeste.

Será que está bem claro para nós qual o tipo de oportunidades estamos procurando, e será que estamos alerta espiritualmente o suficiente para reconhecê-las? Acaso estamos dispostos a fazer o trabalho necessário para purificar nossos pensamentos e motivos? Se assim for, então precisamos perseverar em nossos esforços, para que a promessa indicada pela oportunidade se cumpra em nossa vida. Devemos estar preparados e ser dignos dela, para que possamos receber as bênçãos de Deus.

O surgimento de novas oportunidades na experiência humana pode ocorrer sob diversas formas: um novo emprego, eleição para um cargo na igreja, uma bolsa de estudos, casamento. Esses trazem o maior bem e alegria às nossas vidas quando resultam de uma maior devoção a metas espirituais — quando resultam de uma maior espiritualidade. Cristo Jesus disse: “Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino [o reino de Deus] e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” 3

Os grandes personagens da Bíblia estavam conscientes das oportunidades com que Deus lhes estava provendo constantemente. José, por exemplo, foi capaz de encontrar oportunidades nas situações menos promissoras. Esse fato também é verdadeiro com relação a Moisés no deserto. Cristo Jesus, naturalmente, deu o exemplo supremo de captar a oportunidade sempre presente para provar que o homem é o filho de Deus.

Como filho de Deus, o homem herdou todo o bem e a habilidade de expressar esse bem. Deus está dizendo a cada um de nós o que o pai disse ao irmão mais velho do filho pródigo: “Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu.” 4

Podemos compreender que nunca é tarde demais — nunca é tarde demais para receber a cura, para dar um passo à frente no progresso espiritual, para atingir um objetivo valioso. Podemos sempre alegrar-nos no fato de que novas oportunidades para expressar nossa verdadeira e perfeita identidade estão presentes a cada hora. Se enfrentarmos o desafio da exigência espiritual para elevar-nos ainda mais, poderemos estar conscientes dessas oportunidades e usá-las para abençoar a nós e a outros.

Uma vez que a oportunidade está sempre presente e sempre à nossa disposição, por que esse fato não é mais completamente expressado em nossa existência? Talvez não o estejamos aceitando de todo coração. Talvez estejamos fazendo reservas mentais baseando-nos num ponto de vista limitado e falso sobre o homem e seu parentesco com Deus. No livro-texto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde, a sr.a Eddy escreve: “Mais cedo ou mais tarde, aprenderemos que os grilhões da capacidade finita do homem são forjados pela ilusão de que ele vive no corpo em vez de na Alma, na matéria em vez de no Espírito.” 5

Vivendo em Deus e assim manifestando as qualidades espirituais que são nossas por reflexo, encontramos ilimitadas oportunidades que estão à nossa disposição juntamente com a habilidade de utilizá-las integralmente. A percepção desse fato é motivo de profunda gratidão baseada em humildade genuína, que reconhece Deus como sendo a fonte de todas as nossas bênçãos. Ao mesmo tempo, apresenta um desafio — o desafio a que Paulo se referia em sua carta aos Gálatas: “Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.” 6

Evangelizar o eu humano — não é isto o que precisamos fazer se queremos cumprir a exigência espiritual e assim viver “a cada hora, novas oportunidades”? No livro Miscellaneous Writings, a sr.a Eddy mostra claramente como isso é feito: “A renúncia a tudo o que constitui o assim chamado homem material, e o reconhecimento e consecução de sua identidade espiritual como filho de Deus, é a Ciência, que abre as próprias comportas do céu, donde o bem flui a todos os canais do ser, limpando os mortais de toda impureza, destruindo todo sofrimento, e demonstrando a verdadeira imagem e semelhança. Não há outro caminho sob o céu pelo qual possamos ser salvos, e o homem possa se revestir de poder, majestade, e imortalidade.” 7

No livro de Lamentações lemos: “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã.” 8 Essas misericórdias representam o amor de Deus para com o homem e as oportunidades abençoadas que esse amor desdobra. Pense nisso — oportunidades infindáveis, que se renovam cada manhã!

1 Júlio César, ato IV, cena 3;  2 Christian Healing, p. 19;  3 Mateus 6:33;  4 Lucas 15:31;  5 Ciência e Saúde, p. 223;  6 Gálatas 5:25;  7 Mis., p. 185;  8 Lament. 3:22, 23.

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A Inocência do Ser

PETER B. VANDERHOEF

Da edição de abril de 1974 dO Arauto da Ciência Cristã

 

Uma ou outra vez podemos culpar-nos pelas desarmonias que ocorrem em nossa vida. Até mesmo podemos crer que as discórdias sejam punições a nós infligidas por vontade divina. Mas a Ciência Cristã mostra que os temores da mente mortal e negativa, a aparente fonte de todas as dificuldades humanas, são superados e destruídos quando nossa consciência se embebe das qualidades espirituais de Deus, o bem. A Ciência Cristã prova, pela cura, que Deus é Amor divino e que os erros do pensamento não fazem parte do verdadeiro homem, que é espiritual e imortal.

Acaso originam-se em nós as assim chamadas qualidades da mente mortal? Porventura somos culpados de seus erros?

A Ciência Cristã explica que as qualidades errôneas, expressadas como ódio, desonestidade, egoísmo, sensualidade e assim por diante, não pertencem ao homem criado por Deus. São invenções da mortalidade, o oposto hipotético de Deus, a Mente divina. Se a mente mortal pudesse, nos faria sentir inquietos, indignos e até mesmo pecaminosos. Ora, ela é hipoteticamente criada por si mesma, portanto é irreal, e suas assim chamadas qualidades não pertencem à verdadeira identidade do homem, a imagem e semelhança de Deus, nem tornam-se parte dela.

Existe uma completa separação entre o verdadeiro ser — o reflexo de Deus — e o sentido mortal de identidade. A individualidade real é para sempre inocente dos erros de pensamento que tantas vezes parecem reais à consciência humana. O mal é real somente na medida em que, erroneamente, assim o cremos. Precisa ser substituído no pensamento humano pela compreensão das qualidades espirituais do ser, as quais constituem a verdadeira identidade. Quando se compreende que a consciência é o reflexo de Deus, rompe-se o mesmerismo que faz o erro parecer real.

Não obstante quão presente pareça estar, e quão pessoal pareça ser, ele é sempre irreal e impessoal. Não pertence ao homem. Nunca teve origem em Deus ou em Sua criação. Sustenta-se na crença humana por um conceito errôneo e material do ser. O verdadeiro conceito do ser revela cada identidade como uma idéia de Deus. Então a ação harmoniosa da Mente divina, refletida na consciência, remove a obstinação do pensamento humano, que opõe resistência às qualidades espirituais do ser.

Somos responsáveis pelo que pensamos e fazemos. Compete-nos abandonar o conceito do mal em favor do conceito do bem, desistir dos motivos impuros em favor dos puros, e expressar nossa verdadeira identidade espiritual, nossa verdadeira individualidade, em escala sempre crescente. A compreensão espiritual cura. A sr.a Eddy diz: “Exclui da mente mortal os erros nocivos; então o corpo não poderá sofrer por causa deles.” 1

Podemos despertar para a natureza espiritual de nossa identidade através dos ensinamentos e da prática da Ciência Cristã. À medida que a inocência, a integridade e a santidade de nosso verdadeiro ser são reconhecidas, a meticulosidade em testemunhar esse fato espiritual remove de nossa vida a influência adversa da mente mortal. A crença de se estar separado de Deus é destruída.

Necessitamos ter uma sólida convicção de que o homem real é inteiramente bom e de que a mente material e mentirosa está completamente separada da consciência espiritual individual. Com esta convicção vem a iluminação espiritual que revela nossa verdadeira identidade como reflexo de Deus, completamente destituída dos apetites pecaminosos da mente carnal.

Nossa consciência acerca do ser precisa estar imbuída de espiritualidade a fim de que o errôneo sentido do mal, a auto-condenação e o sentimento de culpa sejam destruídos. Forças poderosas do Espírito tais como o amor, a sabedoria e a pureza, estabelecidas na consciência, são expressas em saúde e harmonia na vida humana. À medida que aprendemos a amar e a viver qualidades de caráter que nos elevam e iluminam espiritualmente, descartamos-nos das tendências obstrutivas do pensamento materialista. “Lembra-te de que a perfeição do homem é real e irrepreensível,” diz a sr.a Eddy, “ao passo que a imperfeição é censurável, irreal, e não é produzida pelo Amor divino.” 2

As Escrituras dizem: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, os quais não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.” 3 Podemos seguir os ensinamentos de Jesus e identificarnos em pensamento e em ação com as qualidades enfatizadas pelo Mestre no Sermão do Monte. A pureza, a mansidão, a justiça e a misericórdia são algumas dessas qualidades que ele acentuou. E disse: “Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito. Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto.” 4

Quão confortante é compreender que Deus nada sabe do mal e não nos pune, infligindonos problemas! Os problemas são grandemente auto-impostos porque alguma espécie de mentalidade mortal foi aceita como real. A destruição da crença no mal pela compreensão do Cristo, a Verdade, como explicada na Ciência Cristã, remove a influência adversa do mal.

Alguém pode perguntar: “Mas como se pode corrigir um erro cometido no passado?”

A sr.a Eddy responde a esta pergunta no livro Unity of Good, quando diz: “Por inversão ou por revisão — vendo-o sob luz correta, e então invertendo-o ou afastando-nos dele.” E acrescenta: “Anulamos as afirmações do erro, invertendo-as.”

Então, na mesma página, prossegue: “Achar-te-ás perdendo teu conhecimento do pecado e de suas ações, na proporção em que te compenetrares da infinidade divina e creres que Ele nada pode ver fora de Sua própria distância focal.” 5

À medida que aceitamos que o ser imortal, o qual somente conhece o bem espiritual, é o nosso ser genuíno, somos elevados acima da condenação do sentido material a fim de ver e expressar a abundância do bem que Deus nos concede, como Seus filhos amados.

1 Ciência e Saúde, p. 392;  2 ibid., p. 414;  3 Romanos 8:1 (Conforme versão inglesa da Bíblia);  4 João 15:7, 8;  5 Un., p. 20.

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Para Vencer a Dor

CAROLYN B. SWAN

Da edição de fevereiro de 1974 dO Arauto da Ciência Cristã

A pessoa que está sofrendo dor, necessita de algo mais do que palavras de consolo. Necessita de algo mais do que a fuga temporária que as drogas prometem. Necessita libertar-se do sofrimento. Necessita da Ciência Cristã.*

A Ciência Cristã cura de modo eficaz e permanente. Está mostrando à humanidade o caminho do Cristo para chegar à harmonia e à saúde.

O ministério de Cristo Jesus foi marcado por curas. Cristo Jesus curava as pessoas por meios espirituais apenas. No momento em que ele mesmo passou pela provação mais amarga, confiou inteiramente em Deus, recusando toda ajuda terrena, e conquistou a vitória da ressurreição e da ascensão, deixando provada a verdade eterna da imortalidade. Comprovou que até mesmo a dificuldade humana mais cruel não podia exceder ou frustrar a amplitude das ternas misericórdias de Deus. Mary Baker Eddy, a Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, assinala: “A Verdade, a Vida e o Amor divinos davam a Jesus autoridade sobre o pecado, a doença e a morte. Sua missão foi revelar a Ciência do ser celeste, provar o que Deus é, e o que Ele faz pelo homem.” 1

Quando fixamos nossa meta além da matéria e dirigimos os passos rumo ao Espírito, unimo-nos à mesma força divina infalível que sustentou nosso Mestre. A vitória e o regozijo coroam a obra da vida de todos os que, carregando diariamente a cruz da auto-disciplina espiritual, superam as limitações da mortalidade.

Jesus, nosso grande professor, profetizou, orou e prometeu que Deus enviaria um Consolador para nos auxiliar. Sua profecia se cumpriu, sua oração foi atendida, sua promessa se tornou verdadeira, na Ciência Cristã. Esta Ciência mostra como também nós podemos permanecer na harmonia celestial da compreensão espiritual, mesmo quando a discórdia e o sofrimento parecem prevalecer. Demonstra que nada pode confundir, desanimar ou abater o Cristo, a Verdade.

A Ciência Cristã cura os doentes com a mesma compaixão com que uma mãe acorda o filho de um pesadelo, com a mesma calma com que um matemático corrige um erro de cálculo. Mostra que Deus, o bem infinito, o único criador, constitui a realidade eterna. Prova que a criação espiritual de Deus, totalmente boa e completa, e que inclui toda individualidade real, é incapaz de conhecer o mal ou de ser má.

Porque Deus, a Mente divina e que tudo sabe, não conhece nem cria o mal, não existe nada em Sua criação que faça o mal, nada para ser punido ou destruído. Portanto, ainda que algumas pessoas considerem a dor como punição ou castigo, é evidente que no universo absolutamente perfeito de Deus é impossível haver dor.

Na Verdade, na Vida e no Amor em — Deus, que é Tudo-em-tudo — não há erro. Portanto não pode haver desarmonia ou dor alguma para o homem, o amado filho de Deus. Toda individualidade real é espiritual, pura e eterna, não é material nem mortal. Por isso a saúde e a harmonia são uma possibilidade presente para todos nós.

A verdade sanadora explicada na Ciência Cristã habilita-nos a ver que Deus, a Mente infinita, é cognoscível e conhece tudo. Na proporção de nossa obediência, meticulosidade e fidelidade no estudo e na prática da Ciência Cristã, veremos que as leis divinas da Verdade, da Vida e do Amor, ensinadas e praticadas por Jesus, são práticas e demonstráveis.

Adquirimos domínio sobre a dor na medida em que reconhecemos que o sofrimento não é um sintoma de algo real, mas antes um sentido agudo, porém falso, de vida na matéria, que não pode constituir causa nem efeito reais. Aliás, ao invés de ser a suposta corporalidade delineada pelo testemunho ilusório do sentido material, todo ser verdadeiro é a expressão perfeita da Vida divina, espiritual, impecável e isenta de dor. E Cristo Jesus disse: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.” 2 Podemos aspirar a estar livres da dor na medida em que nos elevamos acima da crença mortal na dor e apreendemos a realidade do ser como a expressão do Espírito todo-harmonioso.

O tratamento pela Ciência Cristã traz cura às mentes e aos corpos humanos por meio da oração. Um toque da Verdade, concretizado por meio da oração, consola, restaura, renova e reaviva todo o organismo. Por meio da confiança radical no método de curar e ensinar da Ciência Cristã, andamos o caminho que Jesus abriu como pioneiro entre os homens, o caminho que conduz para fora da crença mortal, rumo à consciência da imortalidade e da vida eterna.

A Ciência Cristã está ajudando a humanidade a chegar à completa percepção do estado de homem perfeito. Na medida em que nos compenetramos da verdade do ser, de que o homem é espiritual e imortal, em vez de material e mortal, acolhemos o Consolador e experimentamos ou testemunhamos nessa mesma medida, alívio contra as misérias da mortalidade. Nada se pode colocar entre o homem e a Verdade, a Vida e o Amor infinitos, nem suplantar seu direito às bênçãos de consolo e cura do Amor. Não precisamos ficar indefesos ante a dor. Podemos optar por acolher o Consolador.

Pelo ministério da Ciência Cristã, o trabalho do Consolador continua a desenvolver-se na terra quando guia e cura aqueles que procuram refúgio espiritual contra o pecado, a doença e a morte. No livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, a sr.a Eddy declara: “Inteiramente separada da crença e sonho num viver material, está a Vida divina, que revela a compreensão espiritual e a consciência do domínio que o homem tem sobre toda a terra. Essa compreensão expulsa o erro e cura o doente, e com ela podes falar «como quem tem autoridade.” 3

* Christian Science — pronuncia-se: kris’tiann sai’ennss.  1 Ciência e Saúde, p. 26;  2 João 10:10;  3 Ciência e Saúde, p. 14.

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Receptividade à Luz da Verdade

HAROLD DAVID JOFFE

Da edição de abril de 1974 dO Arauto da Ciência Cristã

A Mente onisciente está para sempre no ponto da iluminação espiritual e infinita. A sr.a Eddy escreve em Retrospecção e Introspecção: “Toda consciência é Mente, e a Mente é Deus. Portanto, existe uma Mente só; e essa única é o bem infinito, que nos proporciona toda a Mente por reflexo, e não pela subdivisão de Deus.” 1

A Ciência Cristã ensina que o homem é o reflexo da Mente divina, a expressão ou emanação do Espírito infinito que tudo inclui. Ele é o efeito perfeito da única causa perfeita e só pode expressar aquilo que constitui a natureza dessa causa.

De um ponto de vista humano, é essencial sermos receptivos a essas verdades sobre Deus e o homem, pois tal receptividade é a porta aberta para o Cristo sanador, a Verdade. A receptividade é oriunda de um ardente desejo e anseio de encontrar a Verdade, e de uma humildade que espontaneamente renuncia ao sentido mortal das coisas, inclusive aos preconceitos e às opiniões preconcebidas.

As idéias espirituais, que iluminam a consciência e que nos curam, provêm da Mente infinita. A sr.a Eddy escreve em Ciência e Saúde: “A Ciência Cristã apresenta desdobramento, não acréscimo; não manifesta evolução material alguma da molécula à mente, e sim um transmitir-se da Mente divina ao homem e ao universo.” 2 A luz da Verdade nos revela aquilo que já somos e eternamente havemos de ser.

O que é que parece estar nos impedindo de ser receptivos a essa luz? Talvez o egoísmo, a apatia, a satisfação própria, o orgulho, a inveja ou a crença de haver vida, inteligência e substância na matéria. A substituição desses pensamentos negativos pelas qualidades positivas de amor abnegado, imolação de si mesmo, pureza e inclinação espiritual, desdobrará a perfeição de Deus e do homem.

Nessa revelação, poderá parecer à pessoa que suas condições humanas estão melhorando. Uma afirmação mais correta seria a de que a luz eterna do Cristo está banindo as trevas da ignorância e revelando proporcionalmente o ser tal como ele é e sempre foi. O profeta Isaías afirma essa verdade de maneira muito bela: “Dispõe-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do Senhor nasce sobre ti. Porque eis que as trevas cobrem a terra, e a escuridão os povos; mas sobre ti aparece resplendente o Senhor, e a sua glória se vê sobre ti.” 3

Muito embora a terra e os céus possuam belezas que alegram o coração, elas são apenas uma alusão à beleza espiritual que realmente está presente. Até mesmo de um ponto de vista material, o olho humano tem um alcance limitado. Lincoln Barnett, autor americano, salienta: “É evidente. .. que o olho humano não responde à maior parte das «luzes» no mundo, e que aquilo que o homem consegue perceber da realidade que o circunda, é distorcido e enfraquecido pelas limitações de seu órgão visual.” 4

À luz da Ciência Cristã, esta declaração de Paulo adquire um grande significado: “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus.” 5 Cristo é a luz que brilha nas trevas e revela progressivamente a perfeição infinita do ser.

Jesus discorria com freqüência acerca dessa luz e, ao curar, demonstrava a presença dessa luz. Referindo-se ao Cristo, sua identidade espiritual, disse: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, pelo contrário terá a luz da vida.” 6 Em todos os seus ensinamentos, mostrou-nos que devemos seguir nas pegadas dele e cada vez mais fazer as obras que ele fez, provando, passo a passo, que Deus é Tudo-em-tudo.

A seguinte experiência nos fornece um exemplo da maravilha e do poder da luz da Verdade, quando se é receptivo a ela. Um jovem estudante de Ciência Cristã fez uma viagem de negócios por uma parte da África do Sul, que estava assolada por forte seca. O gado morria às dezenas de milhares, pois nada que pudesse servir de alimento para o gado crescia nos campos e os rios que desde tempos imemoriais jamais haviam falhado, estavam secos. Os granjeiros estavam à beira da ruína.

O Cientista havia lido nos jornais acerca desta séria crise, porém somente chegando ao local é que se deu conta da extensão do problema. Começou, então, a orar com afinco esforçando-se para ver a perfeição da criação espiritual de Deus a fim de ajudar, dessa maneira, a aliviar a situação. Em quase todos os seus momentos livres durante o dia, e também às vezes até altas horas da noite, esforçava-se para perceber a verdade que, como sabia, podia curar qualquer problema. Sem dúvida alguma, havia também outras pessoas orando fervorosamente.

Durante essas horas de meditação em busca da verdade, parecia-lhe estar lutando em profundas trevas mentais, sem nenhum vislumbre de luz. Na manhã do terceiro dia, abriu um exemplar do Christian Science Sentinel, e qual não foi sua alegria e esperança, ao ver que o primeiro artigo intitulava-se: “Fome e Sede.”

O artigo tinha por base a quarta bemaventurança: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.” 7 No artigo estava bem claro que somente Deus é o bem e que somente Deus nos pode saciar. Ao elevarmos a consciência acima das tentativas mortais, sabendo que na Verdade toda necessidade está saciada, manifesta-se naturalmente em nossa existência exteriorizada a concretização da abundância que enche nosso pensamento.

O estudante viu que estivera tentando retificar uma situação material adversa ao invés de perceber que esta era, em seu todo, fundamentalmente um estado de consciência. Agora podia ver que a assim chamada consciência humana está realmente faminta e sedenta, não em busca de coisas materiais, mas apenas de justiça e Verdade. Com esse pensamento adveio-lhe simultaneamente uma maravilhosa percepção de que a Verdade é Tudo-em-tudo, e que ela enche todo o espaço e toda a consciência. Essa percepção foi tão convincente que teve a certeza de que a necessidade fora atendida.

Cheio de alegria e gratidão pela eterna presença de Deus, deixou o país de volta ao seu lar, num dia ensolarado, claro e sem nuvens. Quando, naquele mesmo dia, chegou a seu destino, ficou sabendo, pela manchete de um jornal, que os granjeiros estavam na iminência de falir, mas permaneceu confiante no poder que Deus tem de atender a todas as necessidades humanas. No dia seguinte, os jornais anunciaram que “uma pesada chuva, após sete meses, havia posto fim à seca”.

O que havia feito com que o Cientista estivesse preparado para ser receptivo à luz da Verdade que lhe revelou o glorioso fato da plenitude de Deus? Fora o seu amor pela Ciência Cristã, sua confiança inabalável de que há uma solução acertada para cada problema, e também o seu desejo abnegado de demonstrar que o reino de Deus está realmente aqui na terra. Mais tarde, reconheceu que haviam sido comprovadas a coerência e a lógica das seguintes palavras da sr.a Eddy: “A metafísica reduz as coisas a pensamentos e substitui os objetos dos sentidos pelas idéias da Alma.” 8

Elevar o pensamento acima do sentido de insuficiência e ceder ao fato de que existe apenas um Ego, uma única Mente que tudo sabe, ajuda-nos no trabalho de trazer cura ao mundo. Aumenta-nos consideravelmente o estado de receptividade e demonstra progressivamente que o homem é agora mesmo o reflexo perfeito da Mente onisciente.

1 Ret., p. 56;  2 Ciência e Saúde, p. 68;  3 Isaías 60: 1, 2;  4 The Universe and Dr. Einstein (New York: 1957), p. 13;  5 1 Cor. 2:9, 10;  6 João 8:12;  7 Mateus 5:6;  8 Ciência e Saúde, p. 269.

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Inquietação com a saúde: Ajuda para os saudáveis-apreensivos

 

Russ Gerber

DO Arauto da Ciência Cristã – 15 de abril de 2013

Artigo publicado originalmente na edição de 29 de outubro de 2012 do Christian Science Sentinel.

Os sites da Internet e salas de bate-papo on-line estão repletos de pessoas que se recusam desesperadamente a acreditar que estejam bem de saúde, muito embora algum médico tenha lhes fornecido um atestado de boa saúde. Há o Jimmy, por exemplo, que confessou: “Não existe nenhum motivo para que eu tenha uma determinada doença, mas, contra toda e qualquer razão ou lógica, sinto-me como se a tivesse”.

Ele foi informado sobre a síndrome da ansiedade com relação à saúde (também chamada de hipocondria), mas seu atestado médico de boa saúde não ajudou. Jimmy ainda está assombrado por possibilidades funestas do tipo “e se”, e também por ataques de pânico. Ele finaliza assim seus comentários: “Não tenho nenhum sintoma ou fator de risco, apenas um medo que não consigo entender nem controlar”.

Ele não é o único. Existem milhões de pessoas que são inundadas por informações alarmantes sobre saúde, como anúncios e programas que falam sobre sinais de perigo a serem observados e razões pelas quais as pessoas estão em risco, o que faz com que entrem em pânico. As pessoas aparentemente sentem-se em perigo há séculos. Lembrem-se de Jó, que, nos tempos bíblicos, disse: “Aquilo que temo me sobrevém” (3:25). 

Algumas pessoas balançam a cabeça, incrédulas, diante da ideia de que os saudáveis-apreensivos sintam tamanha agonia, por se preocupar com doenças imaginárias. Mas, para as pessoas que sentem essa agonia, isso é mais do que uma simples imaginação. Há graves preocupações a serem tratadas e sérias perguntas a serem respondidas. Poderiam essas crenças enraizadas se transformar? Como a pessoa pode passar da preocupação com a doença para a aceitação da saúde e do bem-estar?

Melhor proteção ajuda. Todos podemos exercer com mais constância nossa autoridade como protetores daquilo que assimilamos e em que acreditamos. Não importa o quão convincentes ou assustadores os pensamentos possam parecer, o fato é que eles são pensamentos, o que significa que estão sujeitos à nossa concordância ou rejeição.

O ponto central sobre a ansiedade com relação à saúde é que esses pensamentos agonizantes não são fatos sólidos. O ponto é que eles realmente não o são. Há muita diferença entre nutrirmos um senso de normalidade sobre nós mesmos e ficarmos completamente mesmerizados pelo medo e por uma sensibilidade desnatural com relação ao corpo e a sintomas em potencial.

Infelizmente, muito daquilo que alimenta tais temores provém da propaganda e de informações bem produzidas e agressivamente divulgadas sobre saúde, e que contribuem muito para alimentar mais ainda pensamentos assustadores e nos impelem a integrá-los cada vez mais à nossa vida.

A sanadora cristã, Mary Baker Eddy, percebeu o impacto que a mídia pode, inadvertidamente, ter sobre o pensamento e a saúde do público, até mesmo em uma época anterior à pré-mídia social e à pré-radiodifusão, na qual ela escreveu isto: “A imprensa propaga inconscientemente muita tristeza e doença entre a família humana. Fá-lo dando nome às doenças e publicando longas descrições que refletem nitidamente, no pensamento, imagens de doenças” (Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, pp. 196-197).

A Sra. Eddy também descobriu a resposta certa para esse mal. Não para ser complacente para com ele, mas para tomar uma firme posição em prol da liberdade individual. Temos o direito de determinar a qualidade e a quantidade dos pensamentos que ocupam nossa consciência, na qualidade de árbitros que somos daquilo que amamos, daquilo em que nos concentramos, daquilo sobre o qual ruminamos, e daquilo a que nos submetemos ou que rejeitamos completamente.

Ao invés de vasculhar a Internet à procura de tudo o que há para saber sobre sofrimentos e sintomas potenciais, e de se deixar seduzir por perigosos cenários hipotéticos e expectativas assustadoras, é muito mais inteligente e saudável reverter esse curso de ação. Exatamente agora pode haver uma transformação nos padrões de pensamento e comportamento.

Como? Existe uma variedade de estudos e incontáveis experiências pessoais (documentadas neste site, por exemplo) que confirmam o efeito saudável que nos advém quando nossos pensamentos são predominantemente de espiritualidade, desprendimento, altruísmo e compaixão.

Penso que essa atmosfera espiritual mais amorosa é o que o escritor do Novo Testamento tinha em mente quando recomendou aos Colossenses um foco de atenção mais elevado: “Pensai nas coisas lá do alto”, ele lhes disse, “não nas que são aqui da terra” (3:2).

Que maneira poderosa e imediata de responder a pensamentos paralisados pelo medo! O amor que provém de Deus é pacífico, fortalecedor e confiável, e, juntamente com a realidade espiritual que já está presente, atua contra o medo. Jamais estamos separados do amor de Deus, e nosso profundo desejo de compreender sua presença nos aproxima cada vez mais desse amor. Essa é uma mudança de pensamento da melhor qualidade.

Desejamos que as coisas mudem em muitos aspectos da vida e certamente isso é verdadeiro se estivermos assombrados pela ansiedade com relação à saúde. É bom saber que podemos mudar nossos padrões de pensamento. De uma maneira muito real e imediata, podemos resistir a pensamentos que alimentam o medo e, em vez disso, aceitar pensamentos que mostrem o papel poderoso que o amor de Deus desempenha em nossa experiência, a fim de que possamos ter uma vida saudável, sem medo, e mais plena.

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Promovendo o bem coletivo pela oração e pela ação

Peter Kokou Dokodzo – Lomé, Togo

DO Arauto da Ciência Cristã – 6 de maio de 2013

Original em francês

Seria possível para as nações em desenvolvimento obter a paz e a prosperidade e, assim, criar uma base sólida para uma democracia duradoura e um crescimento constante? Desde a década de 1990, os esforços no sentido de estabelecer a democracia na África têm sido caracterizados pela instabilidade política, mas esforços contínuos têm gerado progresso, que inclui maior liberdade de expressão e melhores condições para as mulheres. Ainda há, contudo, um longo caminho a percorrer no sentido de vencer importantes desafios, que resultam da falta de transparência da parte de alguns governos na gestão de seus assuntos. Outro desafio é a indiferença para com o bem-estar de seu povo, o que aumenta a pobreza, a injustiça e a corrupção.

As pessoas acreditam que o bem-estar de uma nação esteja fortemente ligado às condições políticas e econômicas e, por isso, depositam suas esperanças nos políticos, em seus sistemas de governo e nas leis e regulamentações humanas, que nem sempre são confiáveis ou duradouros. Quando um governo não corresponde às expectativas, ele é criticado, desafiado e responsabilizado por todos os problemas.

A Bíblia, por outro lado, mostra que, quando as pessoas são motivadas a buscar o bem comum, Deus apoia tanto seu progresso como o progresso da sociedade. Neemias, por exemplo, desejava reconstruir Jerusalém e protegê-la de seus inimigos, que haviam anteriormente destruído a cidade e escravizado os filhos de Israel (ver Neemias, capítulos 1-6). Ele se preocupava com o bem coletivo, mas oponentes agressivos ameaçavam seus esforços. Eles formaram uma aliança para atacar Jerusalém e impedir sua reconstrução.

A Bíblia mostra que, quando as pessoas são motivadas a buscar o bem comum, Deus apoia tanto seu progresso como o progresso da sociedade.

Neemias resistiu aos ataques dos inimigos apoiando-se em Deus, determinado a reconstruir a cidade que era tão importante para ele e para seu povo. Eles todos tiveram de permanecer muito firmes contra uma forte oposição. Para triunfar, usaram estas ferramentas espirituais: a oração, a confiança em Deus, a vigilância, a coragem, o amor, a humildade, o discernimento do bem e a firmeza no bem. Graças à sólida confiança de Neemias em Deus, o muro foi reconstruído e reinou a paz, não somente para os filhos de Israel, mas também para todos os seus inimigos.

Hoje, os inimigos parecem ser mau governo, falta de recursos, ódio, guerra e doença. Mas, todos esses inimigos podem ser vencidos pela compreensão de que somente Deus governa o universo, e que Seu poder supremo proporciona força e promove o progresso. Mary Baker Eddy escreve em seu livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras: “Resiste ao mal — ao erro de toda espécie — e ele fugirá de ti” (p. 406). O mal não tem nenhum fundamento que possa lhe dar poder ou vida, pois Deus é o único poder.

No início da minha carreira, fui chefe de contabilidade em um departamento regional do Ministério da Agricultura de meu país. Tudo estava indo bem, até que assumi o cargo do meu supervisor imediato, que partira subitamente. Meu mais profundo desejo era o de implantar novos procedimentos a fim de impedir atos de desonestidade. Portanto, introduzi regras fundamentadas no rigor e na integridade de bons sistemas de gestão. Estava convencido de que essas regras promoveriam o bem comum e o progresso dentro de meu ambiente de trabalho.

Mas essa mudança desagradou alguns dos encarregados. Fui rotulado como um oponente ao regime. Meu gerente substituiu minha assinatura nas contas bancárias pela assinatura de outro empregado. Em seguida, fui destituído do meu cargo.

Diante dessa situação, orei muito, volvendo-me a Deus para compreender que Ele estava no controle de toda a situação, inclusive a minha, a da minha família e a do meu departamento. Compreendi que Deus é o único Princípio governante. Esse Princípio é Amor, e, portanto, provê todas as nossas necessidades. Também sabia que Deus recompensa todo trabalho honesto e altruísta. Tentei ver as boas qualidades nos outros, inclusive no meu gerente e em todos os políticos do meu país. Estava especialmente confiante em que minhas orações para ver a verdadeira identidade do meu gerente, criado à imagem e semelhança de Deus, refletir-se-iam em um ajuste na minha situação de trabalho, porque Deus é o Princípio da harmonia.

Compreendi que, em realidade, as autoridades do meu país eram receptivas ao bem e estavam motivadas pelo desejo de gerir os serviços públicos com eficácia, em prol do interesse geral da população.

Certo dia, durante uma inspeção nos estoques de insumos agrícolas (produtos necessários para a operação de uma fazenda), meu gerente teve de recorrer ao meu conhecimento especializado para ajudar alguns inspetores. Essa colaboração nos permitiu expor as falhas no sistema de gestão, as quais eram usadas para desviar dinheiro e furtar mercadorias. Isso também livrou meu gerente de ficar sob suspeita por tais práticas. Todos os procedimentos que eu havia introduzido foram então recomendados aos outros serviços no ministério. Daquele momento em diante, os insumos agrícolas não foram mais desviados, e os fazendeiros começaram a recebê-los a tempo para a temporada da colheita. Isso os ajudou a melhorar seu desempenho e, consequentemente, trouxe um aumento em sua renda. Os resultados confirmaram para mim esta declaração de Ciência e Saúde: “A Verdade é sempre a vencedora” (p. 380).

Antes desse final feliz, diante do desânimo, permaneci firme no fato de que Deus sempre atende às nossas orações e que o bem é permanente, apesar das aparentes dificuldades. Compreendi que, em realidade, as autoridades do meu país eram receptivas ao bem e estavam motivadas pelo desejo de gerir os serviços públicos com eficácia, em prol do interesse geral da população. A verdade é que sua natureza real não lhes permitiria fazer qualquer outra coisa que não fosse o bem.

Trabalhar pelo bem-estar coletivo é uma expressão profunda de amor ao próximo e, portanto, uma maneira valiosa de contribuir para com a democracia, com o bom governo e com o desenvolvimento.

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Você aproveita ao máximo do que a igreja oferece?

Michael Pabst

DO Arauto da Ciência Cristã – 20 de maio de 2013

Tradução do original em inglês publicado na edição de fevereiro de 2011 de The Christian Science Journal.

 

Triiimmm! Triiimmm!

“Alô?”

“Olá! Estou fazendo uma pesquisa sobre a atividade e a importância da igreja nos dias de hoje. Gostaria de saber se você teria três minutos para responder a uma pesquisa?

“Huhm.. … Acho que sim.”

“Quando e onde você teve a mais recente experiência relacionada à igreja?”

“Na verdade, foi na última quarta-feira à noite, durante uma reunião de testemunhos em uma igreja da Ciência Cristã.”

“O que melhor descreveria seus sentimentos quando você pensa sobre aquela visita à igreja? Você sentiu-se elevado, renovado? Ou desinteressado, entediado?”

“Estou meio entre os dois. Encontrei pessoas que conheço muito bem. Ouvimos a leitura de trechos mais ou menos interessantes, embora eu não conseguisse prender totalmente minha atenção. Em seguida, as pessoas que participavam da reunião deveriam compartilhar como elas colocam em prática sua fé, mas somente alguns disseram algo e houve longos períodos de silêncio. Penso que todos nós gostaríamos de ter usufruído mais daquela noite.”

Prezado leitor, você concordaria com a pessoa que foi entrevistada aqui? Eu nunca presenciei tal pesquisa, mas fico imaginando quantos frequentadores de uma reunião de quarta-feira apresentariam uma descrição semelhante à do nosso entrevistado fictício.

Qual é a essência de Igreja? Poucos julgariam que o poder da Igreja dependa de uma estrutura física. Igreja é uma experiência profunda, que nos eleva espiritualmente e nos desperta para uma nova compreensão de nosso relacionamento com Deus. Igreja é uma experiência coletiva, mas seu efeito acontece individualmente em nosso coração. Precisamos acolher o poder transformador do Cristo em nossa alma.

Esse poder transformador redime e cura. A Igreja seria, portanto, algo dentro do qual nos encontramos, ou será que Igreja está em nós? É possível olhar para essa questão sob as duas perspectivas. Certamente é verdade que o poder da Igreja é um aspecto da natureza de Deus, a qual refletimos. Mary Baker Eddy descreve Igreja como um poder que vem constantemente “elevando a raça”, “despertando… a compreensão adormecida”, “expulsando” o mal, e “curando os doentes” (ver Ciência e Saúde, p. 583).

Igreja é, portanto, uma força divina natural em cada um de nós. A mente carnal gostaria de esmagar essa força estimulante, viva e inerente a nós, com todo o seu peso mundano. Enquanto acalentarmos, cultivarmos e defendermos essa força em nós, a Igreja permanecerá viva em nós e dará frutos. Um culto na igreja manifestará nossa compreensão purificada e elevada, e o resultado natural será inspiração e cura.

De certa maneira, o culto na igreja refletirá coletivamente aquilo que trazemos individualmente e então usufruiremos o que nela investirmos.

Algumas vezes, talvez estejamos inundados de gratidão e alegria. Talvez tenhamos vivenciado inspirações e curas e mal possamos esperar para levar nosso coração transbordante à igreja. Que dádiva temos para compartilhar! Sem dúvida seremos abençoados e abençoaremos a todos os presentes.

Em outras ocasiões, talvez nos sintamos sobrecarregados ou doentes, e achemos que não somos capazes de contribuir com nada. Não é verdade! Contribuímos com nosso coração aberto e faminto pelo toque da orla da veste do Cristo, do toque do Consolador. O que Jesus disse repetidas vezes às pessoas que curou? “Tua fé te salvou.”

Eles contribuíram com o anseio inocente e sincero de serem elevados e curados pelo Cristo. Consequentemente, foram curados.

Como podemos nutrir em nós o espírito de alegria e a fome espiritual semelhante à de uma criança? Como podemos nutrir a ideia de Igreja em nós, a qual não somente está viva em nosso coração, mas se manifesta de maneiras práticas em nossa experiência de igreja? Aqui estão apenas algumas possibilidades:

  • Chegue cinco minutos mais cedo. Ao invés de chegar alguns minutos atrasado, empenhe-se em ficar sentado na igreja cinco minutos antes do culto e prepare a atmosfera para si mesmo e para os outros.
  • Ouça em vez de ler. Não leia a Edição de Estudo durante a Lição, recoste-se e se embeba das palavras. Quando ouvimos, absorvemos os pensamentos de uma forma diferente do que quando lemos, embora ambas as maneiras sejam necessárias. Dê-se a si mesmo um presente e ouça.
  • Reuniões de testemunhos informais. Algumas igrejas realizam reuniões adicionais para a leitura de Ciência e Saúde, orar para o mundo ou fortalecer a prática. As reuniões das quartas-feiras são às vezes consideradas tradicionais e, talvez, até mesmo como um peso. Por que não usar as reuniões das quartas-feiras de uma forma inteiramente nova? Ler alguns versículos da Bíblia, um ou dois parágrafos de Ciência e Saúde e, em seguida, compartilhar ideias sobre seu estudo, sua oração para o mundo ou a respeito de como você fortalece sua prática.

Há muita coisa boa acontecendo em nosso movimento. Muitas pessoas estão descobrindo maneiras inteiramente novas de aproveitar mais do que a igreja oferece. Recebemos informações de igrejas que voltaram a crescer, e estão crescendo em alegria, em engajamento e em números. Participemos todos desse espírito de despertar.

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