Qual o segredo da longevidade?

Há uma ideia geralmente aceita de que a saúde diminui à proporção em que a idade aumenta. Talvez isso explique porque tomar muitos remédios depois de certa idade é visto com naturalidade por algumas pessoas.

Felizmente, não se trata de uma verdade absoluta.  Pesquisas realizadas pelo Centro de Estudos do Envelhecimento da Universidade Federal de São Paulo indicam que um envelhecimento bem-sucedido decorre basicamente do estilo de vida e das escolhas feitas no dia-a-dia. O geriatra Renato Maia sugere um passo-a-passo para o amadurecimento saudável: “Ter disciplina e determinação para pôr em prática o que se sabe; não ultrapassar os limites; enfrentar as dificuldades; ter laços sociais e, principalmente, algo que dê significado à vida”.

O passar dos anos não deve levar embora a independência. Manter a autonomia possibilita ter atividades e viver com alegria. É o caso de Mitico Nakatani, que aos 54 anos, foi hospitalizada e, apesar de desacreditada, voltou à vida, correndo. “Eu não conseguia comer, tinha que tomar injeção para dormir e vivia nervosa”, diz Mítico. Ela começou a caminhar por orientação médica e hoje, aos 81 anos, é maratonista.

Experiências como essas demonstram que há profunda relação entre o envelhecimento e a maneira como as pessoas o encaram. Não aceitar pensamentos doentios e de limitação podem fazer a diferença entre um amadurecimento feliz ou uma sobrevida triste.

Tenho uma amiga que aos 74 anos trabalha diariamente, dirige, viaja sozinha e tem uma disposição surpreendente. Ao conhecer alguém tão saudável, é natural ficar curioso: qual o segredo para tanta vitalidade? “Há muitos anos aprendi que Deus é minha vida. Parece uma afirmação pretensiosa, mas é o que a Bíblia afirma. O Salmo 103:5 diz: ‘É Ele quem farta de bens a tua velhice’. Essa velhice não é um estado físico, mas sim, uma maturidade espiritual que traz a eterna juventude. Essa compreensão me renova e me permite demonstrar aqui e agora que a vida é inesgotável. Hoje expresso saúde, vitalidade e alegria”, afirma entusiasmada.

Essa é uma das explicações para a longevidade. Se alguém deseja saúde não deve nutrir pensamentos de doença. No livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, Mary Baker Eddy mostra a necessidade de “formarmos modelos perfeitos no pensamento e contemplá-los continuamente, senão nunca os esculpiremos em vidas sublimes e nobres”. A mudança do pensamento transforma os resultados. Esse tipo de atitude está ao alcance de todos e não tem contra-indicação. A escolha é sua.

Fonte: http://spjornal.com.br/11190/segredo-longevidade.html

andrea cabral Qual é o segredo da longevidade?Andrea Cabral é advogada e jornalista. Atua como porta-voz da Ciência Cristã no Brasil e é colunista do portal SP Jornal.

E-mail: brazil@compub.org

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“Provação após a morte”

Pastor-dual-Ciência-Cristã

A Lição Bíblica da Ciência Cristã é uma oportunidade de desenvolver a espiritualidade inata, semanalmente. Ela contém trechos selecionados da Bíblia com textos correlativos do livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de autoria de Mary Baker Eddy.

A Bíblia e o livro Ciência e Saúde são o único Pastor, dual e impessoal, nas Igrejas da Ciência Cristã em mais de 100 países, incluindo o Brasil. A lição bíblica é estudada, diariamente, pelos cientistas cristãos para desenvolver aquela espiritualidade ensinada e demonstrada por Cristo Jesus, a qual nos habilita a praticá-la,  estabelecendo a paz, a saúde e a harmonia divina no dia a dia. No serviço dominical essa mesma lição semanal é lida e compartilhada de púlpito pelos 2 Leitores da Igreja a toda comunidade.

Cada semana tem um tema! O tema desta semana (21-27 Abril) é: “Provação após a morte.” Eis abaixo dois trechos que estão presentes na lição que revisita um tema tão inquietante e que aguça nossa curiosidade em função das muitas hipóteses e correntes de pensamentos sobre essa temática. Que tal contemplar um ponto de vista com base no cristianismo de Cristo Jesus? Para ouvir, gratuitamente, a lição em MP3 clique nos links abaixo.

“Porque o reino de Deus consiste não em palavras, mas em poder.” (1 Cor. 4: 20)

“Não haverá mais dor, e todas as lágrimas serão enxugadas. Ao leres isso, lembra-te das palavras de Jesus: “O reino de Deus está dentro em vós.”” (Ciência e Saúde p. 574)

Acesse e ouça em MP3, em seções selecionáveis => http://goo.gl/1dgZBn
Acesse num só arquivo MP3 => http://goo.gl/6G1rbX

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Simpósio Igreja Viva – São Paulo, abril/2014 – Ciência Cristã

Simpósio Igreja Viva – abril/2014 Queridos amigos, O Simpósio Igreja Viva está chegando e teremos dois dias recheados de atividades muito enriquecedoras sobre a igreja! Chegou a hora de cuidar da parte prática de sua participação no evento. Seguem abaixo … Continuar lendo

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Natal sem estresse ou desarmonia

IRMELA WIGGER – HAMBURGO, ALEMANHA

Da edição de dezembro de 2012 dO Arauto da Ciência Cristã

ARAUTO-ON-LINE EM DINAMARQUÊS

 

Quando eu era criança, costumava cantar uma canção dinamarquesa popular traduzida para o português como: “O Natal está chegando agora e o Natal continua até a Páscoa…”. Hoje em dia, talvez pudéssemos acrescentar que o Natal começa logo depois da Páscoa, uma vez que, frequentemente, em meados de setembro, os primeiros biscoitos de Natal já são encontrados nas prateleiras dos supermercados. Manter uma atmosfera de Natal criada artificialmente durante três meses não é uma tarefa fácil. Isso certamente poderia explicar a razão pela qual muitas pessoas consideram o Natal como uma obrigação cansativa, ao invés de um acontecimento feliz. Onde está aquela atmosfera cheia da entusiasmo da jubilosa expectativa dos velhos Natais, com presentes caseiros, canções felizes e histórias maravilhosas lidas em voz alta à luz das velas que iluminavam a sala?

Jesus trouxe uma nova compreensão do amor que Deustem pela humanidade. Ele nos mostrou que somos os amados filhos de Deus.

Será que nos esquecemos do que o Natalrealmente significa?

O Natal comemora o evento mais feliz que aconteceu há mais de 2.000 anos. Feliz porque o nascimento de Jesus trouxe uma nova compreensão do amor que Deus tem pela humanidade. Ele nos mostrou que somos os amados filhos de Deus. Na Bíblia, esse fato está confirmado assim: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus” (1 João 3:1). Portanto, durante o Natal deveríamos mostrar nosso amor por todos os entes queridos ao nosso redor. Naturalmente, a expressão do nosso amor não deveria ser limitada à época natalina. Nem essa expressão de amor deveria ser do tipo que damos para sermos amados de volta, nem como o amor expresso pelo senso meramente humano que temos um do outro. Esses tipos de amor nunca mudam o mundo para melhor. O amor a que me refiro é o amor de Deus por nós, um amor puro e infinito que nos faz felizes, nos enche de paz e nos impele a fazer o bem aos outros.

Mary Baker Eddy, que descobriu a lei divina que está por trás das curas de Jesus, escreveu em um pequeno artigo intitulado “O que significa o Natal para mim”:

“Visto com os sentidos materiais, o Natal comemora o nascimento de um bebé humano, material, mortal, um bebé nascido em uma manjedoura, em meio aos rebanhos e manadas de uma vila da Judeia. Essa origem simples do menino Jesus está muito aquém de meu senso do eterno Cristo, a Verdade, que nunca nasceu e jamais morre. Eu celebro o Natal com minha alma, meu sentido espiritual, e assim comemoro a entrada, na compreensão humana, do Cristo concebido no Espírito, em Deus e não em uma mulher, como sendo o nascimento da Verdade, o alvorecer do Amor divino, irrompendo sobre as trevas da matéria e do mal, com a glória do ser infinito” (The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Vários Escritos], p. 262).

Como o amor de Deus não é algo atrelado a uma determinada época, podemos esperar seguir e viver esse amor e essa alegria o ano todo.

Quando eu era adolescente, vivenciei o que o Natal pode realmente significar. Em um determinado ano, a véspera do Natal caiu em uma quarta-feira, portanto, meu pai e eu decidimos assistir à jubilosa reunião de testemunhos, na qual as pessoas relatam suas curas. Ao voltarmos para casa, minha mãe havia acabado de assar o ganso, e ela me disse para derramar a gordura da assadeira em uma panela. Mas, ao invés de derramar a gordura fervente na panela, eu a derramei toda sobre mim. Minha mãe ficou muito assustada e tentou me ajudar. Mas, surpreendentemente, o acidente não me afetou de modo algum. Meu pensamento estava tão repleto com as ideias daquela reunião de testemunhos maravilhosa que eu havia assistido e dos testemunhos que ouvira sobre o poder de Deus para curar qualquer situação, que não senti nenhum medo ou dor. Meu pai começou a orar imediatamente, rejeitando o pensamento de que acidentes podem acontecer, porque estamos eternamente sob o cuidado sempre presente de Deus. Fui ao meu quarto para trocar de roupa e não havia o menor sinal de queimadura. Tivemos a véspera de Natal mais maravilhosa, porque sentimos que havíamos vivenciado a eterna presença do espírito sanador do Cristo.

Uma cantiga natalina dinamarquesa de autoria de B. S. Ingemann, diz: “A alegria é a convidada da terra hoje”. Vamos abrir nosso coração a essa alegria divina que traz gratidão e harmonia a nossos lares. Vamos nos esquecer do barulho, do egotismo e da correria da vida e nos lembrar que o nascimento de Jesus ilumina o caminho para toda a humanidade “com a pomba até a ceia de Natal”. Como o amor de Deus não é algo atrelado a uma determinada época, podemos esperar seguir e viver esse amor e essa alegria o ano todo. É da nossa natureza vivê-lo sempre.

ARTIGO PUBLICADO ORIGINALMENTE NO ARAUTO-ON-LINE EM DINAMARQUÊS, EM DEZEMBRO DE 2011.

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A Oração Põe Fim à Batalha contra a Dor

EDWIN G. LEEVER

Da edição de julho de 1974 dO Arauto da Ciência Cristã

Ela vivia na selva com o marido, a quilômetros de qualquer lugar habitado. Certa noite acordou com fortes dores nas pernas. Esse mal, que nunca fora diagnosticado, mas que parecia tratar-se de ciática, havia ocorrido com freqüência. Ela arrastou-se penosamente da cama até a sala, orando com fervor: “Pai querido, ajuda-me!”

Como me relatou mais tarde, ela havia procurado, de todo o coração, a ajuda de Deus, só a ajuda de Deus. De repente teve um maravilhoso sentimento da presença e do calor do Amor divino ali mesmo no meio da selva escura. (Não havia nem sequer um lampejo de luz visível em qualquer direção que olhasse desde a janela.)

A dor desapareceu. E ela voltou para a cama, completamente curada. O mal jamais voltou, em mais de vinte anos. Para ela, esse combate estava terminado! Que acontecera? Por que a oração nessa noite pusera fim ao estado contra o qual batalhara há anos, e sobre o qual muito havia orado?

A Sr.a Eddy escreve: “Essas duas teorias contraditórias — que a matéria é algo, ou que tudo é Mente — disputarão o terreno, até que uma seja reconhecida a vencedora.” Acrescenta: “Discutindo sua campanha, o General Grant disse: «Proponho-me a travar combate decisivo nesta linha, ainda que me tome todo o verão.» A Ciência diz: tudo é Mente e a idéia da Mente. Tens de travar combate decisivo nessa linha. A matéria não te pode oferecer auxílio.”1

A mulher na selva havia travado, naquela noite, a batalha decisiva com a Mente, Deus. Ela recusara volver-se à matéria a fim de obter ajuda de qualquer espécie. Já que é possível uma vitória desse tipo — uma vez que podemos “travar combate decisivo nesta linha” e vencer prontamente — por que é que uma luta com a dor, a moléstia, o desespero e a frustração às vezes parece não ter fim? Por quê?

O livro Ciência e Saúde coloca o assunto nesta base: “A teoria conservadora, na qual há tanto tempo se vem acreditando, é que há dois fatores, a matéria e a mente, que se unem sobre alguma base impossível. Essa teoria quer manter a verdade e o erro sempre em guerra. A vitória não penderia para nenhuma das duas bandeiras. Por outro lado, a Ciência Cristã bem depressa mostra que a Verdade triunfa.” 2

Na proporção em que cada um de nós deixar de argumentar a favor da matéria como se esta contribuísse para nossa saúde e bem-estar ou os perturbasse, estaremos prontos para terminar o combate no qual estejamos empenhados. Deixaremos de nos volver à matéria como se esta proporcionasse alguma ajuda ou causasse qualquer dano. E não ficamos apenas nas palavras. Com oração e convicção deixamos de crer que “a matéria é algo” que deve ser levado em conta. Volvemo-nos para a Mente e a totalidade da Mente a fim de obter a verdadeira imagem da situação. Então estamos prontos para terminar a batalha — vitoriosamente — porque, como nos lembra a Sr.a Eddy, a Mente, ou a Verdade, quando claramente compreendida, triunfa sempre — e o faz “bem depressa”.

Isso às vezes não é fácil, especialmente quando os sentidos corpóreos dizem aos brados que “algo” está mal — um “algo” material. Mas quando deixamos de argumentar a favor de “dois fatores, a matéria e a mente”, e nos apoiamso só na Mente divina, a evidência do sentido físico de discórdia se desfaz em sua nulidade. O estado doentio está curado.

E, contudo, como uma pessoa pode às vezes ser ingênua quando sabe tudo isso e ainda assim se encontra abalada ou mesmo aterrorizada ao confrontar-se com as pretensões fraudulentas da matéria! Começa a preparar-se para uma longa batalha e sente-se completamente incapaz, buscando com ansiedade algum fato espiritual para fortificar-se. Quanto mais fácil e rápido é parar um momento e orar ao Pai por ajuda para ver o que precisa saber a fim de quebrar essa influência hipnótica, a crença de vida, verdade, inteligência ou substância na matéria.

“Pai querido, ajuda-me”, foi como a mulher na selva orou. Todos podemos dizer: Ajudame a sair da selva escura do tolhimento mental e da ilusão mesmérica. Ajuda-me a sentir a onipotência e a onipresença da Mente aqui mesmo. Ajuda-me a vislumbrar meu “eu” real, a criação espiritual da Mente divina, perfeita e intacta, não um pedaço de matéria que convida a moléstia e a deterioração.

Podemos pedir que nos seja revelada a impotência e a ausência do temor ou da inveja, da apatia ou de qualquer outra sugestão ímpia da mente material e mortal. Podemos pedir ajuda para ver que há apenas uma lei atuando em toda a experiência do homem — não a lei da matéria mas a lei da Mente divina, que abençoa, eleva, protege e restaura.

Quando travamos combate decisivo na linha da totalidade da Mente, podemos esperar a vitória. Como é maravilhoso ver nossa identidade espiritual e verdadeira como a idéia da Mente — não como matéria — vir à luz! Paulo o diz da seguinte maneira: “Não sabeis que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?” 3

Pode o Espírito incorpóreo, o bem eterno, causar o mau funcionamento do corpo? Pode o Espírito indestrutível, a fonte de toda harmonia, causar fricção ou pressão doentia no lar ou no trabalho? Pode o Espírito eterno, o próprio Amor divino, prejudicar ao homem, sua criação amada, ou abandoná-lo? Não é da natureza de Deus ser, ou transmitir à Sua criação, qualquer coisa dessemelhante de Si mesmo.

Precisamos saber isso profunda e completamente para não sermos iludidos, nalgum momento, por qualquer testemunho do sentido físico de que alguma nova ofensiva de circunstâncias ou condições materiais esteja por desanimar-nos, deixando-nos fisicamente debilitados, mentalmente esgotados, talvez suspirando: “Isso tudo é demais.” Com a força da Mente divina podemos elevar-nos e ver através de qualquer mentira que queira atrairnos a crer que a matéria possa contribuir com algo, bom ou ruim, à nossa experiência.

A Sr.a Eddy escreve: “Sabe, então, que possuis poder soberano para pensar e agir corretamente, e que nada pode te despojar dessa herança ou abusar do Amor. Se mantiveres essa posição, quem ou o que poderá induzir-te a pecar ou fazer-te sofrer? Nossa segurança reside em nossa confiança de que realmente permanecemos na Verdade e no Amor, a eterna mansão do homem. Uma tal segurança celestial põe fim a toda guerra, e força o tumulto a cessar, pois o bom combate que travamos terminou, e o Amor divino nos dá o verdadeiro sentido de vitória.” 4 Quão estupendo é esse “verdadeiro sentido de vitória”! Quão certo está que o reivindiquemos tanto antes como depois de nos encontrarmos fora de uma situação ruim! Muitas vezes, por exemplo, depois de passar por uma época difícil, reavivamos velhas feridas e injustiças. Detemo-nos a pensar sobre o aspecto ruim da experiência e nos apavoramos que tudo volte reforçado por outras tropas de matéria. Tais argumentos a favor de que a matéria seja algo, não nos levam a parte alguma. Ao invés disso, regozijemo-nos de que o “bom combate. .. terminou” — que percebemos a Verdade sanadora.

O homem, como idéia perfeita da Mente, é livre — aqui, agora e para sempre — e sempre o foi. É assim que Deus cria o homem e o mantém. Nada mais precisamos do que aceitar o Cristo, a Verdade, para trazê-lo à nossa experiência, para sentir-nos livres mental, moral e fisicamente.

Certa vez, por um período de vários meses, passei por uma provação após outra, todas exaustivas e frustradoras. Finalmente saí do aperto, por assim dizer, porque ingressara numa experiência totalmente nova, que eu muito prezava. Então subitamente me vi preso de novo. Mas desta vez numa prisão diferente. Estava estendido de costas, com muitas dores e congestão. Durante esse intenso desconforto físico minha esposa perguntou-me, a queimaroupa: “O que é que está incomodando você realmente?” Fiquei tão chocado com a pergunta (eu esperava compaixão, e uma canja gostosa), que simplesmente exclamei o que nem sequer havia podido admitir para mim mesmo: “Estou cansado de lutar.”

De repente a nós dois ocorreu que, em realidade, em meu ser verdadeiro e livre como idéia da Mente, eu só havia passado por boas experiências. A matéria e suas pretensões nunca me haviam dominado ou perturbado de qualquer forma. Nem poderiam dar-me qualquer consolo agora.

De súbito senti-me mentalmente livre — pela primeira vez em vários meses. Para mim esse combate finalmente terminara. A dor cessou e a congestão desapareceu rapidamente. Pela manhã estava recuperado. Vesti-me e tratei dos afazeres diários, aliviado, feliz e em paz.

Essa liberdade, oriunda do Espírito, é o que a oração na Ciência Cristã pode trazer a qualquer um. Todos podem aceitá-la e regozijar-se com o “verdadeiro sentido de vitória”.

1 Ciência e Saúde, p. 492;  2 ibid., pp. 492–493 ;  3 1 Cor. 3:16;  4 Pulpit and Press, p. 3.

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Correntes que Moldam Nossas Vidas

L. IVIMY GWALTER

Da edição de julho de 1974 dO Arauto da Ciência Cristã

Já lhe ocorreu alguma vez quão importantes são as correntes? Existem correntes d’água, correntes de ar, correntes de pensamento e assim por diante. Elas moldam a história e nossas vidas.

Por exemplo, correntes d’água escavaram o Grand Canyon, famoso desfiladeiro nos Estados Unidos, trazendo à luz beleza em forma e cor indescritíveis. Correntes de água fluem através de lagos, evitando que as águas fiquem estagnadas. Também fluem em terrenos ressequidos, trazendo consigo a fertilidade e a colheita. Quedas d’água lançam-se sobre vales de verde luzuriante; riachos cantam nas florestas. Correntes de ar purificam a atmosfera, dissipam a fumaça e a neblina, limpam o ar, desfazendo a poluição.

As correntes de pensamento geram todas as mudanças sociais. Elas determinam a moda; influenciam na atmosfera mental de um país, de uma comunidade e de um lar. Moldam nossas leis, determinam os códigos de saúde de uma nação e estabelecem sua ordem social.

A corrente é fluida, é algo que escoa rapidamente, livre de qualquer obstrução. É sempre ação, nunca estagnação. Sem movimento ou ação, deixa de ser uma corrente. Essa ação não é espasmódica, movimentando-se apenas de tempos em tempos, mas é um fluir contínuo e ininterrupto.

Mary Baker Eddy, a Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã* , escreve em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras: “As correntes calmas e fortes da verdadeira espiritualidade, cujas manifestações são a saúde, a pureza e a imolação do próprio eu, têm de aprofundar a experiência humana, até que se veja que as crenças da existência material não passam de insolente imposição, e que o pecado, a doença e a morte cedem o lugar, para sempre, à demonstração científica do Espírito divino e ao homem de Deus, homem este espiritual e perfeito.” 1

As correntes de espiritualidade fluem de Deus; emanam da Mente, da Vida e do Amor. Não há grandeza de intelecto que possa reproduzir essas correntes. Elas originam-se na Divindade e permanecem no Espírito. São calmas, fortes e irresistíveis. Apesar de não serem visíveis aos sentidos humanos, essas correntes espirituais estão moldando o pensamento dos homens e modelando a vida humana. À medida que as admitimos conscientemente em nossa experiência, trazem às nossas vidas os recursos do Espírito, os recursos espirituais eternos e ilimitados do bem os quais purificam e elevam nossas vidas.

As correntes da Verdade são velozes, mas apesar de toda sua rapidez, a Verdade é calma; não obstante sua calma, a Verdade é forte, imediata, irresistível. Quanto necessitamos dessas correntes calmas e fortes em nossas vidas! Todo aquele que humildemente tenha se voltado a Deus em oração, sentiu de alguma maneira e em alguma ocasião, o efeito dessas correntes. O profeta Elias num momento de aflição ouviu “um cicio tranqüilo e suave” 2 . Para Jesus essas correntes espirituais eram o poder e a ação sempre presentes do Cristo, que acalmavam a tempestade, alimentavam a multidão e curavam os doentes.

A Ciência Cristã é a revelação completa e final da Verdade que, cumprindo a profecia, manifestou-se em nossa época. Ela flui em nossa experiência como correntes vitais de pensamento espiritual, transformando nossa vida, um pouco aqui, um pouco ali, cumprindo assim a promessa das Escrituras: “Águas arrebentarão no deserto e ribeiros no ermo. A areia esbraseada se transformará em lagos, e a terra sedenta em mananciais de águas.” 3Essas correntes não se constituem em canais isolados da Verdade. Constituem um único e infinito jorrar de uma única e infinita fonte, que está espiritualizando e elevando a consciência humana. É importante que compreendamos esse ponto, pois se essas correntes fossem isoladas e fragmentárias, logo secariam e desapareceriam.

Como podemos reconhecer essas correntes? Pela paz e alegria que criam em nossos corações. As correntes da Verdade jorram para o alto, elevando a humanidade rumo ao céu. Jorram para dentro dos escuros vales do sentido material e por entre eles, mas nunca saem para fora do Espírito, pois a Mente infinita é o centro e a circunferência do ser. Deus não conhece nenhuma circunferência que tenha algo acontecendo do lado de fora. Para a infinidade não existe lado de fora. Temos de compreender isso e agir de acordo com esse ponto de vista, se desejamos utilizar o poder do Espírito para mudar e deter as tendências de nossa época. As correntes da Verdade espiritualizam a consciência, fazendo com que a perspectiva da humanidade se afaste da doença e volva-se para a saúde, deixe o que é árido e busque o que é afluente, saia da escravidão e passe a gozar de liberdade.

Em oposição às correntes da verdadeira espiritualidade, parece ser universal a crença de existência material. Qual foi a atitude de Jesus com referência à crença de vida na matéria? Ele a refutou. Desde o nascimento até a ascensão, Jesus deu provas de que ela era falsa. Despojou a matéria de qualquer pretensão à realidade, quer como causa ou efeito, e ensinou seus seguidores a fazerem o mesmo.

É a existência material física ou mental? Essa é uma questão importante que todos nós temos de decidir, pois dessa resposta depende toda a nossa maneira de encarar a vida, inclusive no que concerne ao que recorremos em busca de cura. É a existência material uma experiência da mente mortal ou da matéria? Só pode ser da mente mortal, pois a matéria é uma imagem na mente mortal. Se não houvesse mente mortal para reconhecê-la e prolongá-la, não haveria matéria. A matéria é o estado subjetivo da mente mortal. É o que a mente mortal vê e acredita a respeito de si mesma, e não tem existência, nem semelhança com a realidade, fora daquilo que essa errônea e assim chamada mente lhe atribui. Temos de compreender que a matéria não é uma coisa ou uma substância na qual ou por meio da qual a mente mortal age. Ela em si mesma nada mais é do que mente, uma mente hipotética, que em realidade não existe. Deus é a Mente única.

A Ciência mostra que tudo o que é real, pertence ao reino da Mente perfeita. Denuncia a matéria como expressão errônea da Mente que é Deus. É assim que a Ciência Cristã cura por meios mentais apenas, pois se a matéria fosse alguma coisa fora da mente, e se existisse mais do que uma única Mente ou Espírito, então as condições físicas não poderiam ser curadas por meios metafísicos. Cristo Jesus provou isso. Ele nunca foi engolfado pelas correntes do erro, mas dominou-as, e deixou-nos seu exemplo.

A Sr.a Eddy refere-se às crenças da existência material como “descarada imposição”. Ela desmascara cada pretensão de vida na matéria como sendo uma crença que não tem lei na qual se apoiar, uma desilusão que é errado aceitar! Pense nisso! Todas as assim chamadas leis universais da existência material são uma imposição — as leis que dizem que a inteligência está sujeita à matéria, que o homem é vítima e objeto do hábito, da sensualidade e da luxúria; que ele tem de pecar e gosta de pecar; as leis que dizem que o homem adoece, torna-se débil, inútil, gasto, decrépito, envelhece e morre. Cada uma dessas assim chamadas leis, desprovida de lei, é uma grande desilusão, é fraude e mentira. Se o erro for despojado de lei, ele não terá em que se apoiar. Quem fez essa assim chamada lei de que o homem deve morrer? Quem fez essa assim chamada lei de que o homem é vitima indefesa do pecado e da sensualidade? Certamente que não foi Deus.

A próxima vez que a mente mortal tentar convencê-lo, lembre-se de que ela é uma imposição e não se deixe enganar. Devemos responder ao erro na forma como a Sr.a Eddy ensina. Diz ela: “A Ciência diz ao medo: «És a causa de toda doença; porém és uma falsidade constituída por si mesma — és escuridão, o nada. Estás sem “esperança, e sem Deus no mundo”. Não existes, e não tens direito de existir, porque “o perfeito Amor lança fora o medo”.»” 4

Nunca temos de nos render a imposições. Não somos vítimas indefesas de doenças, idade, acidente, dor ou pecado. Não há lei que os sustente. A Ciência Cristã exige que silenciemos o falso sentido mortal do eu, que nos elevemos acima do sentido corpóreo, e que deixemos que o pecado caia por falta de testemunhas que o apóiem. “As correntes calmas e fortes da verdadeira espiritualidade” devem aprofundar nossas vidas e limpar nossos corações. Então encontramos refúgio na Verdade.

As correntes de matéria e mente mortal pretendem jorrar como forças desenfreadas e destruidoras — correntes de medo, ódio, crime, inquietação; correntes de desrespeito à lei, imoralidade, sensualidade, vício de drogas e pecado. A mente mortal expressa-se em correntes de ignorância e superstição, de emoção e zelo desmedido. Tudo isso precisa ceder lugar, para sempre, às correntes da verdadeira espiritualidade.

A exigência de estarmos atentos — a exigência de crescermos espiritualmente — nunca foi tão grande como hoje em dia. Não podemos flutuar na superfície da Ciência Cristã e esperar ter sucesso com o uso de afirmações científicas, ou seja, com o uso de palavras que não estamos demonstrando em nossas vidas diárias. Também não podemos satisfazernos simplesmente com o fato de a Ciência Cristã nos tornar seres humanos melhores. Devemos ser não apenas Cristãos, mas Cientistas — pensando profundamente, estudando, orando, ponderando, demonstrando. Devemos estudar o livro-texto, Ciência e Saúde, não com o fim de adquirir proficiência intelectual para citá-lo, mas com vistas à iluminação espiritual para vivê-lo. E à medida que estudamos, devemos seguir o raciocínio de nossa Líder e assim partilhar de sua grande descoberta. A Verdade precisa desmascarar em nós, e eliminar de nós tudo o que seja contrário ao Cristo, para que possamos renascer do Espírito.

A Sr.a Eddy diz: “Aquele que proferiu o nome de Cristo, que virtualmente aceitou as exigências divinas da Verdade e do Amor na Ciência divina, está diariamente se afastando do mal; e todos os esforços malévolos dos supostos demônios jamais poderão impedir que a corrente daquela vida flua vigorosamente para Deus, sua fonte divina.” 5

“As correntes calmas e fortes da verdadeira espiritualidade” nunca nos deixam onde nos encontraram. Nunca convergem para coisa alguma que não seja a Vida eterna. Curam, purificam e santificam nosso ser; fluem por entre nossas vidas formando profundos desfiladeiros de beleza indescritível; aquecem as águas frias do temor e da dúvida com os caudais do Amor que reconforta; inundam os lugares ressequidos e áridos, formando lagos com reflexos radiantes; sopram para longe a névoa dos sentidos e ventilam o fogo que consome a palha até que encontremos nossa individualidade em Deus, e a consciência do Cristo, em toda a sua glória, reine triunfante.

* Christian Science — pronuncia-se: kris’tiann sai’ennss.  1 Ciência e Saúde, p. 99;  2 1 Reis 19:12;  3 Isaías 35:6, 7;  4 Retrospecção e Introspecção, p. 61;  5 Miscellaneous Writings, p. 19.

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A Espiritualização do Pensamento por Meio da Força Moral

A Espiritualização do Pensamento por Meio da Força Moral

LENORE D. HANKS

Da edição de junho de 1974 dO Arauto da Ciência Cristã

A maioria das pessoas está inclinada a pensar em “moral” como referindo-se simplesmente à capacidade de distinguir entre o certo e o errado, mormente em conexão com o comportamento sexual. Mas um dos assuntos mais fascinantes a que nos podemos dedicar no estudo da Ciência Cristã* é o desdobramento da força moral. Suas possibilidades não têm fim. Além disso, torna-se rapidamente evidente, quando pesquisamos na Bíblia e nos escritos de autoria de Mary Baker Eddy com o auxílio das Concordâncias, que a força moral é básica. É ela o requisito prévio para a consecução de qualquer bem que desejamos, quer isso envolva saúde, receita, melhor relacionamento humano, felicidade autêntica ou até mesmo melhores condições mundiais.

Entretanto hoje em dia, com tanta atenção focalizada no relacionamento marital, premarital e extramarital, o aspecto sexual da questão de moralidade merece uma pesquisa devotada da parte dos Cientistas Cristãos, se bem que não baste encarar apenas esse aspecto da questão.

Em qualquer período no qual se altere o modo de viver, há sempre pressão sobre o indivíduo, muitas vezes uma forte pressão, para que este re-defina seus valores, ajuste seus padrões de acordo com os conceitos populares a fim de que possa fazer o que seus semelhantes estão fazendo, sem que se sinta com a consciência pesada ou receba críticas de parte daqueles a quem ama e respeita. Então, se essa troca de valores não é aceita com rapidez, o indivíduo é pressionado a duvidar desses valores: Não estarão os nossos padrões ultrapassados? Quem poderá dizer o que está certo ou errado? Haverá algum valor intrínseco em um pedaço de papel rotulado como certidão de casamento?

Não há nada de errado em duvidar. A Ciência Cristã poderia não estar aqui hoje se os indivíduos em todas as épocas não tivessem levantado dúvidas. O erro está em acomodar-se com racionalizações em vez de persistir na dúvida até que a pesquisa e a oração revelem respostas válidas e satisfatórias.

É nesse ponto que entra o desdobramento das idéias. E não há nada mais estimulante do que acompanhar o desdobramento da idéia moral do começo ao fim da Bíblia e nos escritos de Eddy.

É interessante que nem a palavra “moral” nem a palavra “imoral” aparecem nas Escrituras. Mas o conflito que se trava entre os dois conceitos pode ser acompanhado por meio do estudo de palavras como “adultério”, “lascívia” ou da expressão “relações sexuais ilícitas”.

Esses termos relacionam-se na Bíblia à extrema gratificação dos sentidos, a apetites, condescendência, idolatria, feitiçaria e o culto de Baal, — todo desejo excessivo pela materialidade em todas as suas formas. E quando tais tendências predominavam, o povo sofria. Perdia batalhas, era levado em cativeiro, passava fome e padecia outros infortúnios. Parecia estar isolado de Deus. Mas ao abandonar esses enganos, prosperava. Moisés havia tentado ajudar o povo, estabelecendo leis que o impedissem de cometer excessos. Todos os profetas pregavam contra práticas erradas.

Mas foi Cristo Jesus quem elevou radicalmente a moralidade para além do simples comportamento físico e revelou seus aspectos espirituais. Os ensinamentos dele assinalavam que é a pureza de pensamento que se requer e por meio das Bem-aventuranças e suas bênçãos, é possível perceber-se em que implica a força que se gera ao serem expressadas qualidades espirituais em vez de qualidades materiais. Contudo, Jesus deixou claro que não viera para revogar a lei que Moisés havia estabelecido.

Paulo dá-nos mais um vislumbre da força moral em sua epístola aos romanos. No capítulo sete há uma maravilhosa análise da lei e da luta que se trava no ser humano para dominar as sugestões da materialidade, da animalidade. Ele deplora as tentativas da vontade humana, a vontade da carne, que pretende manter as pessoas no cativeiro mortal, e vê que a lei Mosaica, embora ponha em realce o pecado que de outro modo estaria indefinido, é incapaz de, por si só, resolver a luta. A libertação tem de vir do próprio Deus, por meio do Cristo. Paulo continua no capítulo oito a discorrer sobre a questão da libertação, que virá trazer liberdade completa do pecado, até sem qualquer condenação. “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne mas segundo o Espírito. Porque a lei do Espírito da vida em Cristo Jesus me livrou da lei do pecado e da morte.” 1 Quaisquer enganos passados são apagados, reconhecendo-se e expressando-se, de todo coração, a natureza crística.

Se escolhemos a Ciência Cristã como nosso modo de vida, se nos apoiamos nela para o atendimento de nossas necessidades e se, por meio de seus ensinamentos, estamos nos empenhando por avançar para fora das limitações materiais, no encalço de um entendimento mais claro de nossa identidade espiritual, é preciso que prestemos atenção à orientação que a Ciência Cristã nos dá.

Na página 115 de Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, Eddy dá-nos a “Tradução Científica da Mente Mortal” e o segundo grau dessa tradução está descrito como “moral”. Inclui as qualidades de “humanidade, honestidade, afeto, compaixão, esperança, fé, mansidão, temperança”.

Como Jesus, Eddy, a Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, mostrou que a moralidade é o padrão do comportamento, um requisito imprescindível para a obtenção da espiritualidade. Ela o leva muito além de simplesmente decidir entre o certo e o errado. É nosso modo de vida. Além disso, continuamente acentua que sem as qualidades morais não podemos esperar ver nossas orações atendidas, nossas necessidades supridas. “Para curar um padecimento corpóreo é preciso levar em conta toda lei moral que houver sido violada e repreender o erro.” 2

Ao estudarmos este assunto começamos a ver que todo poder que expressamos está em proporção à nossa bondade. Esse poder atua mediante a lei, a lei moral. Torna-se evidente que tudo quanto possuímos, tudo o que temos esperança de alcançar, depende de nossa adesão a essa lei.

Mas o desdobramento não pára aí. Ao sondar mais profundamente a Bíblia e os livros de autoria de Eddy, compreendemos o que Paulo viu — que o ânimo verdadeiramente moral é uma força que se origina no Espírito. “A lei de Deus é a lei do Espírito, uma força moral e espiritual da Mente imortal e divina” 3 são as palavras de Eddy.

Dessa compreensão emerge a força moral. Ela está despida de qualquer conotação física. Sua consistência é espiritual, uma força da Mente divina. Não é algo que os indivíduos lutam por obter. Não é uma virtude pessoal que se consegue pela escolha. É o poder espiritual que atua em nós e no mundo. É o meio pelo qual finalmente todo mal pode ser superado e eliminado. E porque a força moral pertence à Mente, é ela refletida por nossa identidade espiritual. Faz parte de nossa verdadeira constituição. E toda evidência de força moral que se manifeste em nossa natureza humana, precisa ser estimulada e acalentada.

Ora, como é que isto tudo se aplica à nossa situação atual? Como é que responde a estas dúvidas estabelecidas anteriormente: Não estarão os nossos padrões ultrapassados? Quem poderá dizer o que é certo ou errado? Haverá algum valor intrínseco em um pedaço de papel rotulado como certidão de casamento?

Sabemos que uma compreensão de nossa identidade espiritual governa e molda a vida humana e tudo o que experimentamos. Se nossa meta é expressar mais e mais dessa identidade real, então precisamos esforçar-nos para ver que a existência humana está cada vez menos dominada pela materialidade e todos seus instintos e sugestões.

Em Ciência e Saúde temos a meta elevada claramente estabelecida. Assim como nos diz que não há doença ou morte, ainda que possamos não tê-lo provado, assim nos diz também que o casamento simboliza a unidade espiritual e que o ato sexual tem por fim só a propagação da espécie. Mas seus ensinamentos não são tão absolutos ao ponto de excluírem a necessidade humana, o reconhecimento de que nem todos atingimos essas metas finais. Insiste conosco para que trabalhemos em direção a elas, controlando impulsos materiais e negando as pretensões da matéria, continuemos a elevar-nos espiritualmente por meio da força moral.

Quanto ao que devemos fazer ou não, as respostas estão na Bíblia e nos escritos de Eddy. Não deixam eles bem claro que, até ser atingida a profecia bíblica na qual nem casamos nem somos dados em casamento, a Ciência Cristã apóia o estado matrimonial? Sustenta a lei que proíbe o sexo premarital ou extramarital. Reconhece o casamento como o meio legal de proteger e salvaguardar os direitos de dois parceiros que escolheram partilhar aqui a experiência de sua vida. Importa que os votos feitos na cerimônia de casamento se apliquem num significado espiritual de amor e de honra no seu sentido mais elevado. Então a obediência será libertação; o controle, liberdade; e o amor ao bem — à moralidade — será poder e domínio.

* Christian Science — pronuncia-se: kris’tiann sai’ennss. Tradução no Brasil é Ciência Cristã  1 Romanos 8:1, 2 (Conforme versão inglesa da Bíblia);  2 Ciência e Saúde, p. 392;  3 Miscellaneous Writings, p. 257.

*Versão editada e adaptada aos anos 2000.

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